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Crianças e Redes Socias

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Gente, o blog tá novinho, repaginado, estou cheia de coisas novas pra contar, mas completamente sem tempo pra escrever…

Este texto tá no meu rascunho há um bom tempo, mas decidi dividir com vocês por agora, muito motivada pelo projeto Uma Mae Uma História que o ClubPinguinho me convidou para participar, com a mesma temática.

Há algum tempo atrás, meu marido me enviou um email que trazia aspectos para ter atenção quanto às postagens sobre filhos em redes sociais. Isso talvez porque, apesar de só ter iniciado o blog em 2013, sempre fui aquela mãe coruja que posta mil fotos dos filhos nas redes sociais, e o e-mail veio como um: tenha calma e pense antes de postar.

Lembro que dentre as diversas recomendações (desde as básicas como não postar locais como escolas, objetos de valor, fotos sem roupa…) uma que me chamou a atenção foi a de não publicar fotos das crianças em situações constrangedoras ou com caras muito engraçadas, pois elas podem, lá na frente, sentirem-se envergonhadas com tais postagens.

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E ultimamente tenho me divertido com situações super engraçadas de Maria Luiza, que tornou-se uma pequena viciada em canais do youtube. Ama os canais de Julia Silva, Juliana Baltar, Gabriela Almeida… (vi no histórico dos mais assistidos por ela no tablet). E comecei a perceber que tudo agora ela quer fazer um tutorial. Desde uma roupa que veste a uma refeição. Filma vídeos imaginários e até o tom da voz muda quando ela está, supostamente, gravando um video. Ela até ja aprendeu a gravar, mas como esgota toda a memória do tablet, agora só faz os imaginários mesmo. E disse que quer um canal no youtube pra postar os videos.

Sigo resistente, não por medo da exposição ou algo do gênero, mas basicamente pelo receio da vergonha que ela possa ter no futuro. Eu mesma já me meti a gravar videos pro canal do blog e hoje quando assisto, morro de vergonha, que dirá uma garotinha…

Mas na verdade, tem um mundo enorme lá fora, com tanta coisa bacana para uma criança fazer além de pensar virtualmente, que não consigo me sentir confortável com essa mania de filmar tudo que faz.

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E acho engraçado essa geração tutorial, pois sei que essa não é característica exclusiva da minha filhota. Tem coleguinhas dela que agem da mesma forma. Outro dia estávamos em um shopping na piscina de bolinhas, e enquanto Malu subia e descia no brinquedo, vi uma garotinha de uns 5 anos com um celular na mão e filmando o parque, narrando para seus “seguidores”o que estava fazendo. Malu, quando viu, me pediu o celular também para filmar, no que eu disse a ela que brincar era mais legal do que ficar filmando (além de morrer de medo que ela perdesse meu aparelho no mar de bolinhas…). Mas depois eu fiquei olhando pra garotinha, e do jeito dela, ela estava se divertindo.

É uma geração diferente esta que está aí. Esse mundo de canais de youtube desenvolve a imaginação por um lado, mas por outro cria um monte de crianças consumistas, pois apesar de não ter propagandas, o próprio video já é uma propaganda em si, pois as crianças brincando com uma infinidade de equipamentos e brinquedos leva ao desejo das que assistem de terem aquilo tudo também. E isso, definitivamente, não é legal. Então, onde está o limite?

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