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A falta de tempo, o cansaço e a culpa

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Do alto dos meus 7 meses de gestação de Isabela, paro para comparar como me sinto hoje, e como me sentia no mesmo período da gravidez de Maria Luiza e percebo que, hoje, apesar de fisiologicamente falando, esta gravidez ser bem mais tranquila (Malu tive placenta parcial prévia), me sinto muito mais acabada do que na anterior.

Muitas coisas contribuem para esta condição, e confesso que morro de inveja (com uma pitadinha de raiva, admito) quando outras mães abrem a boca pra dizer que a gravidez é ótima, que se sentiam super bem grávidas, que sentem saudades da barriga! Eu não sinto e não sentirei saudade nenhuma de ser grávida, acho uma condição super incômoda, chata, dolorosa eventualmente… Mas adoro ser mãe. E 90% dessas mães que sentiram saudades da gestação, no 1º mês de seus filhos entraram em desespero e quiseram devolver eles pra barriga. E eu, me encontrava na época mais plena que tenho recordação de ter vivido. Então, cada caso é um caso, e todos seguimos felizes.

Mas como eu ia dizendo antes de me perder nos meus devaneios, acho que o que realmente contribui para que eu me sinta tão pior são:
– Os 3 anos a mais em que encaro a maternidade… Que depois dos 35 não é mais tão fácil pra ninguém.,,
– O ritmo de trabalho mais intenso que estou hoje.
– A atenção que tenho que dar pra Malu no terceiro turno que, nós, mães, precisamos passar todos os dias.
– A culpa por não conseguir realizar a bem todas as coisas que eu gostaria de estar realizando, mas não consigo.

Não acho saudável cultivar a culpa, mas confesso que, como mãe, é muito difícil se desvencilhar dela. Observo muito outras mães que convivo, vejo umas que trabalham tanto (até bem mais que eu!) e que têm seus filhos tranqüilos, bem educados, muitas vezes bem menos problemáticos do que mães em tempo integral que também conheço. E acho que se culpar menos também ajuda… Tenho uma amiga médica, que trabalha tanto! E seu filho é um príncipe, educado. Ela trabalha muito para dar o melhor a ele, e não se culpa por não estar com ele todos os fins de semana. E conheço mães que estão, teoricamente 24h por dia a disposição de seus filhos, mas que se culpam por outras coisas… Então, quero mesmo é mandar essa culpa pros quintos!!!

E quando eu digo culpa, refiro-me a ela quando não consigo estudar a contento para um curso que investi uma boa grana, culpa por esquecer de coisas banais que me atrapalham no trabalho, mas principalmente culpa por não sentar todos os dias com Malu no chão e brincar sem ficar contando os minutinhos para a hora de dormir. E como minha filhota é esperta, já percebeu que não sou a mesma, e já mudou o seu comportamento como forma de me chamar a atenção. Quer deixando de comer como antes, quer querendo ficar na barra da minha saia nos lugares… Enfim, se antes de Bela chegar já estamos assim, quando a pequena aparecer no nosso lar, já preciso de uma tática pra quebrar o ciúme, que fatalmente há de aparecer.

Tenho pensado em inserir Malu nas atividades de Belinha, solicitando sua ajuda, e mobilizando os outros membros da família para darem bastante atenção pra ela. Não sei se é o melhor caminho, mas estou aberta as dicas de vocês, hein?!!!

Tava com saudade de escrever aqui, mas no item culpa podem inserir também a falta de tempo pra escrever no blog, viu? Mas sei que vocês me entendem!!!

Beijocas gerais, Lika.

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