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A primeira Copa de Malu

É pessoal… Foram mais de 30 dias de Copa do Mundo, e, apesar de já ter passado por mais de 5 (não vou denunciar minha balzaquianice nesse post…), foi a primeira que vivi como mãe, e teve um gostinho diferente, apesar de tudo.

Maria Luiza já sabia que estava rolando uma torcida pelo futebol, pois a escola fez um trabalho com a Copa como tema, mas nos dias de jogos, ela pode vivenciar toda a euforia dos adultos, visualizava todos de verde e amarelo, gritava Brasil, mas engraçado mesmo era a vibração dela com os gols… Em qualquer jogo, não importava o time, se ela ouvisse GOOOOLLLL, já saía vibrando e pulando, sem se importar se foi contra ou a favor ao time que todos torciam… Como diria a banda O Rappa: “Eu que ver gol, eu quero ver gol. Não precisa der de placa, eu quero ver gol!”

Mas apesar da pouca idade de Malu, pude ver sobrinhos maiores arrasados com a derrota avassaladora do Brasil para a Alemanha. Criança chorando é uma coisa que tira qualquer mãe da sua zona de conforto, né? E quando se trata de uma situação onde não há remédio, o jeito é fazer os pequeninos aprenderem a lidar com a frustração, consolar com a promessa de outra Copa daqui a 4 anos, explicar que competição é isso mesmo, que alguém sempre perde pra o outro ganhar…

Mas me emocionou muito o comentário de uma prima do meu pai no facebook, uma mensagem para as netinhas dela que ficaram desoladas com a derrota. Ela pontuava que, apesar delas nunca terem visto o Brasil ganhar uma copa, elas também nunca tinham visto escolas públicas de qualidade, casas sem tranca e sem grades, cidades sem violência, protestos sem destruição de patrimônio público, músicas de protestos poéticas e inteligentes…

E me comoveu muito, porque apesar de toda a emoção de ver a redenção de Ronaldo Fenômeno ao ganhar a Copa de 2002 depois do vexame de 1998, e até mesmo do pênalti perdido de Roberto Baggio na Copa de 1994, onde lembro da euforia que senti por ver pela primeira vez o Brasil ganhar o campeonato com a seleção inesquecível comandada por Dunga, abriria mão de tudo isso para que minha filha pudesse viver uma infância mais tranquila, convivendo com pessoas de todas as raças, níveis sociais, caminhando tranqüilamente sem o sobressalto das grandes cidades…

Não foi uma Copa inesquecível para mim, tampouco para Maria Luiza, mas foi uma Copa que me fez pensar… E de pensar assim, as vezes a gente pensa em dar uma guinada na vida… Mas isso é papo pra outro post…

Beijocas verde e amarelas, Lika.

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