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A ansiedade pela leitura

Eu nunca vou esquecer o dia em que estávamos em uma brinquedoteca de um hotel, Malu com 4 anos, e uma mãe de uma garotinha da mesma idade me perguntou se ela já escrevia o nome dela… Eu dei risada e falei que não, que a preocupação dela era brincar e ser feliz, no que a mãe respondeu que ela pensava assim, mas na sala da filha dela a maioria das crianças ja sabiam escrever o nome, enfim, fiquei com pena dessa mãe (e mais ainda daquela criança, com tamanha cobrança).

Pra escrever esse texto, primeiramente eu fui buscar o que se fala hoje sobre a alfabetização: a professora Regina Scarpa, no site da revista Nova Escola define 2 abordagens nesse sentido, explicando que o aprendizado da leitura e escrita “pode ser uma aprendizagem de natureza perceptual e motora ou de natureza conceitual. O ensino, no primeiro caso, pode estar baseado no reconhecimento e na cópia de letras, sílabas e palavras. No segundo, no planejamento intencional de práticas sociais mediadas pela escrita, para que as crianças delas participem e recebam informações contextualizadas.” Ou seja, saber ler e escrever palavras não necessariamente está formando um leitor, que compreende a mensagem que o texto quer passar (está aí a quantidade de analfabetos funcionais que temos em nosso país).

Sempre em contato com os livros

Mas porque eu tô falando tudo isso? Bem, Malu estuda numa escola construtivista (assim como eu estudei), e para os pais acompanharem esse processo de letramento pode ser muitas vezes angustiante. As vezes ela trazia uma atividade para casa onde deveria escrever (do seu melhor jeito) a lista de brinquedos que mais gostava. E a gente não podia interferir… Assim, saiam sílabas trocadas, letras invertidas, ou mesmo garranchos que pareciam grego… Mas entendendo o que a escola queria com isso, e eis que essa semana, com o livrinho que ganhou na visita ao Museu de Arte da Bahia, ela foi colando as letrinhas e, de repente, veio correndo, numa animação sem palavras, dizendo que conseguiu ler, sozinha!!!! Ou seja, aquelas letrinhas soltas começam a emitir sons, e com certeza, ano que vem, na alfabetização, ela conseguirá entender e redigir os textos que quiser.

O que eu fiz para incentivar essa fase foi separar todos os livrinhos de historia nos quais as letras são todas maiúsculas (ela ainda não aprendeu as minúsculas, apesar de ter me pedido para ensinar, mas vamos um degrau de cada vez), e deixei à disposição dela, para que ela leia quando quiser. Também pedi para os tios e tias mandarem mensagens no WhatsApp dessa forma pra ela, que do seu jeitinho, lê e compreende o que está lendo. Frequentamos bibliotecas, livrarias e museus (onde ela sempre que assinar seu nome no livro de frequência).

Visita a biblioteca Monteiro Lobato

Como pais, devemos incentivar a leitura, não só disponibilizando livros, mas dando o exemplo: a criança tem que ver a gente lendo (LIVROS), pois eles nos imitam em tudo. Estudos já comprovaram que pais que lêem para seus filhos aumentam o vocabulário das crianças. Em um mundo ideal, pais e mães chegariam do trabalho cheios de disposição para brincar e ler com seus filhos, mas sei que essa é a realidade de pouquíssimos. Eu mesma me obrigava a ler todos os dias para as meninas, aí percebi que, as vezes, acabava lendo sem me envolver com o momento, super rápido para acabar logo o livro e colocar as duas na cama! (#MeJulguem)

O que eu tenho feito hoje em dia é o seguinte: nos dias em que chego mais cedo (segunda, terça e sexta) eu faço uma atividade com elas, que pode ser ler, jogar um jogo ou brincar de alguma outra coisa. Nos outros dias, apelo para a Netflix ou Now da NET Tv e vou dormir feliz e sem culpa (será? ;P).

Como mãe, confesso que estou muito orgulhosa da minha pequena começar o seu processo de alfabetização tao precocemente, mas para todos os pais e mais que sobrem qualquer tipo de angustia, vou fazer uma pergunta aqui: você conhece alguém que, estando na escola regularmente, não aprendeu a ler? Eu não conheço… Então, vamos nos preocupar em deixar nossos pequenos viverem a infância da melhor maneira possível! A melhor fase da vida tem que ser levada sem estresse… Deixa essa agonia para a prova doe nem! Ahahhaha

Beijos a todos, Lika.

Minha pequena leitora

 

 

 

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