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Babás onipresentes

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Vou falar sobre um assunto bem chato hoje, e sei que muita gente vai dizer que sou radical e tal, mas é realmente um ponto de vista meu, que vira e mexe me pego pensando nisso em situações do meu dia-a-dia de mãe classe média de uma cidade nordestina: a companhia onipresente de babás com crianças em festas de aniversário infantil.

Falei num post sobre a PEC das domésticas algumas coisas a respeito, mas, recentemente, conversava com uma amiga sobre a festinha de aniversário de seu filho numa casa de festa, que paga por pessoa, e ela me falava que sua lista foi acrescida em mais gente, uma vez que a maioria das mães levavam as babás para acompanhar as crianças. E, realmente, eu já tinha reparado em festas que levo Maria Luiza, que sempre fico com ela nos brinquedos ou atrações das festinhas, e estou sempre acompanhadas das babás, enquanto os pais estão aproveitando a festa, conversando, bebendo, confraternizando…
E isso me leva a outro ponto, que é a proporção que se tomou as festas de criança atualmente! Gente, fico até constrangida com a dimensão de algumas festas lindíssimas que tive a oportunidade de ir depois que virei mãe, desde a quantidade de comida, bebida (alcoólica inclusive), até às decorações cinematográficas e lembrancinhas que, muitas vezes, seriam tão boas quanto os presentes recebidos… (tá, exagerei aqui!). Mas isso é tópico para outro post…

Voltando às babás, volto a dizer, são trabalhadoras muitíssimo necessárias às nossas vidas, eu mesmo não consigo trabalhar sem a minha, mas será que, em um aniversário de criança, onde tudo que está ali foi realmente pensado para os pequenos, será que não seria uma grande oportunidade para nós pais, que trabalhamos o dia inteiro durante a semana, podermos nos divertir a vera com nossos filhotes? Está na moda falar sobre tempo de qualidade com nossos filhos: será que esse tempo não tem muito mais qualidade do que o tempo do fim da tarde/noite em que chegamos cansados (algumas vezes exaustos!) pelo rojão de trabalho de cada um, acrescido do estresse de horas no trânsito pra chegar em casa?
Mas para que possamos dispensar a babá das festinhas infantis, uma coisa é necessária: uma parceria bem amarrada entre papai e mamãe. Ambos têm que dividir a atenção dos pequenos, e assim nenhum fica sobrecarregado. Mamãe olha um pouquinho enquanto papai bate um papo, come um salgadinho, e depois a gente troca. Lá em casa quase sempre rola assim, e por enquanto (com 1 só é bem mais fácil) tem dado certo. E quem é mãe ou pai solteiro (a)? Aí, talvez, pudesse abrir uma exceção, se não tem nenhuma titia de plantão pra ajudar…
Eu não vou dizer a você que nunca saí com babá. Tem vezes que eu vou a algum lugar com Malu e pergunto a Ritinha se ela quer ir, e se ela quiser me acompanha, sem problemas. Quando Neto vai ao mercado, sempre leva Rita e Malu pra dar um rolé, e elas curtem… Mas gente, vou dizer, ter que aumentar lista de festa de aniversário por causa de babá, na minha humilde opinião, é chato pra caramba!
Vamos curtir com nossos filhotes! Tenho certeza que vai ser uma delícia pra todo mundo! Coloca os papais na roda porque filho é dos dois, e acho um saco aqueles caras que falam que eles que pagam a babá. Deixa a babá para aqueles momentos em que, realmente não poderemos estar presentes, e vamos aproveitar cada minutinho de alegria de nossos pimpolhos. Afinal, passa tão rápido…
Um beijão, Lika.

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