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Batismo, religião e fé

Há exatos 2 anos e 8 dias eu batizava minha pequena Maria Luiza, na mesma igreja onde fui batizada, com a mesma roupinha que o seu avô e seus tios, e sua mãe… Não sou uma pessoa tradicional, mas seguir essa tradição, na presença de pessoas queridas que se deslocaram de Salvador para a pequena cidade de Pedro Leopoldo/MG, foi um dos momentos da minha vida em que pude vivenciar uma alegria tão plena, uma certeza de que tinha feito algo de muito certo na vida pra que Deus pudesse me abençoar daquela forma. Cada amigo que chegava, era uma alegria a mais… Vou contar um pouco como tudo aconteceu.

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Primeiro, escolhi os padrinhos de Malu pensando em pessoas queridas, que queiram verdadeiramente bem a mim e a seu pai, que acima de tudo conheçam os nossos defeitos e qualidades para que, se um dia um de nós pais faltar na vida dela, o Dindo ou a Dinda vai estar ali e poder dizer: sua mãe/seu pai se orgulharia disso. Ou para puxar a orelha se necessário. Poderia ter sido um de nossos irmãos, mas esses já são tios, e tem esse papel também, pela vida e pelo coração.

Apesar do pouco tempo, acho que escolhi certo. Os dois participam ativamente do crescimento da afilhada. Mesmo não sendo católicos fervorosos, são muito mais praticantes com suas atitudes do que muita carola que conheci nessa vida. E acho que o cristianismo deve se basear muito mais em exemplo do que na leitura de escrituras.

Lógico que acho importante o batismo pelo aspecto religioso também. Cultivo a fé em Maria Luiza todos os dias, quando rezamos a oração infantil que minha avó Diva me ensinou. Aqui em Salvador é muito comum gente que nunca vai a Igreja, mal conhece as palavras de Jesus (em teoria e prática), mas faz questão de casar/batizar com festas enormes, caríssimas, mas com pouco foco no que aquilo realmente representa: a inclusão daquele ser (criança ou adulto) em uma vida cristã. E a vida cristã deve se focar, acima de tudo, no amor ao próximo. Mesmo não conseguindo amar como Jesus amou, oferecer a outra face… Quero que ela conheça tudinho, e possa ser uma cristã melhor que eu…

Quando marquei o batizado de Malu em Minas, quis pois a grande base da minha religiosidade veio de lá. Convidei os amigos e eles toparam, o que tornou tudo mágico, perfeito mesmo. Ficamos todos na Pousada Rural Rapacuia, que vem a ser a fazenda que meu pai e irmãos nasceram e foram criados.

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A cerimônia do batismo foi linda, durante a missa de sábado a noite. O padre batizou Malu, que ficou quietinha no colo da Dinda Carla e do Dindo Pierre, e depois foi consagrada em Nossa Senhora pelos padrinhos de consagração Manuela e Frederico. Depois, o padre apresentou a nova cristã a comunidade. Foi muito emocionante. Eu chorei muito. Chorei de alegria por poder realizar tudo aquilo; chorei por minha avó não estar ali fisicamente, apesar de estar em meu coração; chorei por ter esperado tanto uma filha e Deus mandar a melhor do mundo, linda, saudável, perfeita; chorei por ter amigos com tanta boa vontade pra gastar seu tempo, dinheiro, afeto, para nos dar essa alegria; chorei pelos amigos/irmão/mãe que não estavam presentes, mas estavam felizes por estarmos ali. Enfim, foi emoção demais!

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Depois de tudo, uma farra na fazenda, com direito a brinde, som alto (na fazenda PODE!!!!), pedido de casamento, porque já que estávamos todos ali, tínhamos mesmo que celebrar!
A farra entre amigos durou mais 3 dias. Teve ainda a tradição de enterro do umbigo embaixo do pé de tâmaras, com direito a discurso do amigo Budi. Mas essa parte eu conto depois…

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Beijos cheios de saudade, com olhos rasos d’água, Lika.

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