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Blogagem Coletiva – Maternidade e Carreira Profissional: como conciliar essas duas coisas

O blog Femmaterna propôs essa discussão nas redes sociais, e como vivo nesse constante dilema, não pude me omitir, e deixo aqui minha opinião.
Pra começar, trabalho numa instituição militar, e percebi, desde que entrei, nas entrelinhas entre conversas com superiores, que mulher “dá mais trabalho” que homem, que grávida trabalha menos, que 6 meses de licença é uma maravilha… Pode ser comentário de corredor, mas no meio competitivo em que vivemos, sei que muitas mulheres, não necessariamente nesse meio, mas cada uma ouvindo os comentários de seus próprios corredores, já pensaram e repensaram o bom momento ou não para engravidar.
Quando eu tive Malu, tive todo o suporte dos meus empregos, mas sei que foram pela letra da lei, afinal, patrão que é patrão dificilmente vai ficar feliz em passar 6 meses seguidos sem seu empregado, mas assim foi, e assim fomos felizes.

Quando chegou a época de voltar, lógico que fiquei apreensiva de deixar minha pequena, mas confesso que também estava feliz em voltar à convivência do consultório, troca de idéia com os colegas, de me sentir produtiva naquilo que investi tanto tempo e dinheiro da minha vida. Nesse aspecto, acho que sou diferente das outras mães que li nessa blogagem, e respeito cada uma delas por suas escolhas, mas eu me sinto muito mais feliz podendo vivenciar a profissão que escolhi, que estudei tanto, que gastei tempo, dinheiro, energia, do que se eu tivesse jogado tudo para cima para ficar com minha filha. Posso fazer dessa forma, pois graças a Deus tenho duas pessoas de confiança trabalhando comigo, e um marido que, além de me ajudar muito, tem um horário de trabalho flexível, e trabalha em casa grande parte do tempo. Mas mesmo passando 8 horas dos meus dias úteis fora de casa, não me sinto menos mãe, ou menos importante na vida de Maria Luiza do que se fizesse o contrário…

Procuro fazer com ela atividades interessantes quando estamos juntas, me esforço para não perder nenhum evento infantil a que somos convidadas, em nossas viagens em família ela está sempre incluída, e vejo que, em algumas situações, sou mais participativa do que algumas mães em tempo integral que eu conheço.

Eu acho que a chave de tudo está em você se sentir feliz com a sua escolha. Mãe feliz, filhos felizes, família feliz. Trabalho com a área de saúde, uma área que requer atualização constante para se diferenciar no mercado… Nesses 3 anos entre gravidez e chegada de Malu, pouco estudei e sinto o peso disso a cada dia. Estou voltando a ler alguns artigos, fiz alguns cursos curtos que apareceram, mas preciso de foco para me aperfeiçoar mais. Tenho consciência disto, mas estava focada em outra prioridade, que era minha filha. E sei que, o que investi está guardado, precisando apenas de um pouco de foco da minha parte, que sei que vou longe…

A questão de prioridade é que é o grande barato de cada mãe. Lógico que se eu falar aqui que minha filha não é a prioridade da minha vida, pedras virão de todos os lados… E não é isso que eu quero dizer, de maneira alguma! A minha prioridade é SER FELIZ! E para isso eu preciso estar realizada no trabalho, com meu marido, meus amigos e minha filha. Não estava na minha prioridade dos últimos 2 anos estudar mais, ficar com o corpo sarado, investir no meu consultório, andar na ultima moda… Pode ser que, daqui para o fim do ano as minhas prioridades mudem… Pode ser que eu tenha outro filho e resolva jogar tudo pro alto e virar mãe em tempo integral. Mas acho que, qualquer que seja a escolha, tem que vir com o mínimo de culpa possível, porque mãe/mulher cheia de culpa pode fazer a vida de sua família um verdadeiro inferno! Acredite! Já vi muitas por aí…

Sem neuras, é mais ou menos isso que eu penso…
Beijocas, Lika.

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