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Cama compartilhada: bom? Ruim? Talvez?

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Foto: Soluções para noite sem choro

Tem informações na maternidade que vão chegando às nossas vidas depois que passamos por determinadas experiências, e algumas vezes pensamos que poderíamos ter feito diferente… Outras não…

Acompanho muitos blogs de outras mães, e um tema que descobri quando Malu tinha mais ou menos um ano e meio, e que faz muitas delas felizes é a cama compartilhada.
Para quem não sabe (como eu não sabia), compartilhar a cama com seus filhos até o momento no qual eles sintam-se seguros para dormir sozinhos (normalmente entre 2-3 anos) é uma prática de muitas mamães da blogsfera, e este assunto, especificamente, me fez entender que, em se tratando de ser mãe, não se pode indicar ou contra-indicar algo como regra, pois o que funciona às mil maravilhas para algumas famílias, pode tirar o sossego de outras.

Eu nunca pensei em compartilhar cama com filho. Na verdade, sempre me senti muito orgulhosa por minha pequena dormir em seu quartinho sozinha desde o seu quinto dia de vida. Na minha cabeça de mãe evoluída, que aplica técnicas aprendidas nos livros lidos na gestação, eu estaria dando a ela ferramentas para crescer de forma mais independente, mesmo que para isso ela chorasse um pouquinho de vez em quando… E tudo isso mesmo tendo sido orientada pelas enfermeiras do curso de gestante do hospital que o bebê não deveria dormir sozinho até que completasse 1 ano pelo risco de morte súbita.

Quando eu li a primeira vez sobre cama compartilhada, confesso que minha mente se abriu um pouco com relação a tudo isso… Não que eu vá aderir à prática, até porque, para ser feliz, preciso dormir bem, e como, definitivamente, NÃO consigo dormir com a Malu, aqui em casa isto está fora de questão. Mas quando digo que abriu a minha mente, faço um mea culpa sobre os muitos julgamentos que fiz sobre mães que dormem com seus filhos, e que eu, do alto da minha (in)”experiência” considerava uma atitude de mães inseguras e frágeis.
Os argumentos das mães que fazem cama compartilhada são seguros e têm embasamento.
A própria Anna Freud, filha de Sigmund Freud, reconheceu a necessidade dos bebês recém nascidos do contato mais íntimo com a mãe quando escreveu: “É uma necessidade primitiva da criança ter contato íntimo e acolhedor, com o corpo de outra pessoa ao adormecer …. A necessidade biológica do bebê pela presença constante do adulto cuidado é desconsiderada em nossa cultura ocidental, e as crianças estão expostas a longas horas de solidão devido ao equívoco de que é saudável para o jovem dormir … sozinho.”
Eu penso assim:
Se o desmame precoce pode ser evitado com o bebê dormindo com a mãe, viva!
Se a mãe ficará menos cansada por não ter que se levantar e ir ao quarto do bebê para amamentá-lo, melhor ainda.
Se o bebê dormir com o casal em nada afeta a vida e a intimidade do papai e da mamãe, por que não?

Acho que a parte mais difícil de todo o processo deve ser a transição cama da mamãe e própria cama, uma vez que, pelo que vejo por aqui, a cama dos pais será sempre mais gostosa… Além de, no meu caso, achar que realmente interfere na intimidade do casal…

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Eu, particularmente, não tenho saúde pra as situações acima… Hihihihihih

Algumas recomendações para quem vai aderir à cama compartilhada:
– De preferência a uma cama é grande e um colchão firme (não use colchão d´água ou sofá), se preferir pode fazer o quarto compartilhado – berço acoplado, colchão ao chão,moisés… A ordem deve ser : bebê, mamãe e papai. O bebê deve dormir ao lado da mãe e nunca entre os pais, por causa do aumento da vigilância materna.
– Nunca coloque a criança para dormir sozinha em uma cama de adulto. Ela pode cair e se machucar , sempre tem que ter supervisão.No entanto, evite usar travesseiros fofos e almofadas, pois há risco de sufocamento.
– Se tiver cabelo comprido, prenda para trás.
– Não durma com roupas que tenham cordões e retire qualquer acessório ou joia.
– Não use perfumes, cremes com cheiro forte que podem irritar o bebê.
– Por higiene e segurança, não permita animais de estimação no quarto.
– Jamais compartilhe a cama com seu bebê sob a influência de drogas, álcool, medicação para resfriado e alergia que não necessitam de receita médica para a compra ou se estiver extremamente privado do seu sono.

A cama compartilhada me fez abrir os olhos para que: o que é bom para uma mãe, pode não ser para outra, e a ninguém cabe julgar o que uma mãe decide sobre como desenvolver sua maternidade. E esse foi apenas um dos muitos patrulhamentos que leio por aí. Em breve falamos sobre outros…
E vocês, praticam ou praticaram a cama compartilhada em algum momento da vida de seus pimpolhos? Conta pra mim!
Beijos, Lika.

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