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Chupeta: vilã ou amiga?

 

Outro dia acompanhei, meio estarrecida, uma discussão em um post no Facebook onde havia um excelente texto de uma dentista sobre os prejuízos da chupeta na formação do sistema mastigatória das crianças, e fiquei até meio sem graça para postar aqui, sendo dentista, o porquê de minhas filhas utilizarem o famigerado acessório…

Eu sempre considerei a chupeta uma amiga. Quando tive Malu, e ao fazer um exame ela começou a chupar meu dedinho mindinho para se consolar, não tive dúvidas em dar o “bubu”pra ela. 

O ato de sugar é comprovadamente calmante para o bebê. Seus batimentos cardíacos diminuem e ele relaxa, quer com chupeta, dedo, mão. Os que são contra o seu uso relatam os problemas dentais, infecções, otites, e até abandono precoce da amamentação como motivos para afastarem seus bebês desse objeto.” A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam que as mulheres dêem apenas o seio aos filhos durante os primeiros seis meses, a chamada amamentação exclusiva, para que eles recebam os enormes benefícios do leite materno.”(fonte: Babycenter) 

Como mãe, sempre achei cômodo ter alguma coisa que causasse esse efeito em minha filha, e utilizei desde a primeira semana de Malu. Quando eu digo cômodo, espero não ser julgada como uma mãe folgada, mas em momentos bem específicos, acho que seu uso vale a pena. Isabela é uma bebê que, mesmo mamando bastante, precisa do peito, dedo ou chupeta para dormir. Quando está com sono, coloca logo a mãozinha na boca, o que me preocupou um pouco com relação ao dedo. Mas como cada filho vem de um jeito, se Malu adaptou-se perfeitamente à chupeta (sem largar o peito, pois amamentei exclusivamente até seus 6 meses), Bela não quis acordo. Quando colocava a chupeta na boca ela cuspia, chorava… Ela é uma criança muito apegada ao seio materno. 

 

No primeiro mês tive bastante dificuldade, pois ela queria ficar o dia inteiro no peito, se confortando e ninando nele. Eu tentei muito a chupeta, pois mesmo com todo apego que quero pra ela, é muito cansativo para a mãe ficar com um bebê no colo o dia inteiro. 

Tentei diversos tipos, e a que ela mais se adaptou no inicio foi essa da Avent, que eu colocava com o dedo, e bastava tirar que ela cuspia. 

 

Todas as outras, até os 2 meses, quando eu tentava, ela fazia aquela cara de ânsia de vômito e botava pra fora chorando…   Com o tempo, na hora daquele chorinho de dengo (sabendo que ela estava alimentada e só queria um conforto a mais da sucção), fui tentando, e aos 3 meses ela já está mais conformada com a chupeta. E não vejo perspectiva de que abandone meu peito, por isso, vou me rebelar um pouquinho contra a OMS e dar a chupeta pra a horinha do sono. Ela só usa nessa hora, e logo que dorme, cospe, e não chora a noite pedindo mais. Mas acho que se um bebê prefere a chupeta/mamadeira ao seio, a mãe deve repensar o uso destes. Quanto aos prejuízos aos dentes, se usada com moderação (pra hora de dormir) e até os 3 anos no máximo, os prejuízos, na maioria das situações, são contornados até sem uso do aparelho. Contei aqui como foi que Malu abandonou a chupeta dela pouco antes de completar os 3 aninhos, e posso garantir que não houve traumas.    Dessa forma, posso dizer que, aqui em casa, a chupeta tem sido muito mais amiga do que vilã, portanto, seguiremos com ela por mais uns 2 aninhos na vida de nossa caçulinha.   E vocês, me contem como fazem com a chupeta por aí… Beijocas, Lika.


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