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Correndo atrás da cegonha

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Teca, por exemplo, só de sonhar com um filho, sem muito planejamento, e boom: Mariza chegou pra encher a família de alegria…
Meu percurso foi mais longo. Depois de 8 anos de namoro, 5 de “amigamento” e 3 de casados, com emprego pra garantir 6 meses de licença maternidade, me vi pronta para ser mãe. Fui a ginecologista, fiz os exames de rotina e estava tudo certo… Confesso que achava que seria apenas parar o anticoncepcional que no mês seguinte já estaria comemorando o meu positivo. Iludida…
Entrava mês, saía mês e nada… Com 6 meses de tentativa, comecei a me estressar… Voltei a médica, e ela disse que era pra eu ficar calma, que só se passa a uma investigação mais aprofundada depois de 1 ano de tentativas sem sucesso. E nisso lá se foram mais 6 meses, entre lágrimas a cada menstruação, forçadas de barra com o maridão por ter CERTEZA de estar ovulando, e mais estresse.
Nesse período, eu só lia sobre isso, só tinha esse assunto na cabeça, freqüentava páginas e blogs sobre gravidez e mulheres treinantes. Foi bem legal, e inclusive fiz 2 amigas que até hoje mantenho contato, o que é bacana porque você não se sente só, já que minhas amigas que decidiram engravidar depois de mim já estavam todas com seus filhotes nos braços. Acho que nessa época eu devia ser uma chata, e era bom ter contato com outras “chatas” na mesma situação…
Enfim, após 1 ano, voltei a médica e começamos a seqüência de exames chatos para investigar uma possível infertilidade. É tanto exame que se faz, remédios que se tomam, se vcs quiserem podem deixar um comentário que falo mais sobre isso em outro post, mas para resumir a história, passados mais 6 meses (lá se íam 1 ano e meio de tentativas frustadas), partiríamos para uma investigação anatômica da coisa: precisava fazer um exame para ver se tinha alguma obstrução de trompas, e como eu tinha histórico de mãe com endometriose, a médica sugeriu que fizesse uma videolaparoscopia investigativa, e lá fui eu marcar o bendito exame.
Nesse estágio, eu já estava naquela vibe de que agora eu iria saber o real problema, e que tudo iria se esclarecer, e fui dando uma relaxada. Marquei o exame para o dia da provável menstruação, mas ela atrasou.
Fiz o teste de farmácia (vou confessar, eu tinha estoques) e deu negativo. Remarquei para a semana seguinte. Com 15 dias da data prevista pra menstruar, nada dela, e outro teste de farmácia negativo, mas aí eu fiz um beta também e ele também deu negativo. Achei muito estranho, e como era época de final de ano, deixei para remarcar o exame no ano seguinte, já que me exigiria um certo resguardo…
Passados 20 dias, um gineco que trabalhava comigo na aeronáutica me disse que aquilo tava muito estranho, que era pra repetir o beta.
Fui pra casa com aquilo na cabeça e fiz outro teste de farmácia, e após 5 minutos, uma linha beeeeem clarinha apareceu na tira, fazendo meu coração pular no peito.
Enfim, fiz o beta, tudo se confirmou, e finalizo esse post dizendo uma coisa que tenho muita certeza: nossa mente é nosso maior aliado e nosso maior inimigo. É MUITO difícil controlar ansiedade nesse caso, mas ela só atrapalha a gente, principalmente depois dos 30, quando os hormônios não estão tão a flor da pele, como diria o Babado Novo: “colou, bateu, ficou”. Por isso, mulherada, MUITA CALMA NESSA HORA!
Vai tentar engravidar, curte o seu amor, pensa em coisas boas, se alimenta direitinho e faz alguma atividade física. E se mesmo assim tiver que encarar um tratamento lá na frente, não desista, porque se você tem o desejo de ser mãe, nada tira isso de ti, nem que seja pra ser mãe de um filho escolhido por você.
Vou deixar aqui uma lista dos blogs e páginas que eu acessava na época de treinante:
http://www.e-familynet.com/
http://brasil.babycenter.com/
http://www.fertilityfriend.com/
http://www.whattoexpect.com/
E você, já está treinando? Tá ansiosa? Conta pra gente!
Bj Lika.

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