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DesCULPA de mãe

Esse post é um pedido de desculpas para a minha filha tão querida, Maria Luiza. Um pedido de desculpas que, mesmo que ela tenha me dito que o meu erro, não tem problema, quero deixar aqui registrado, para que, mais tarde, quando ela entenda todos os conflitos que uma mãe carrega em seu coração, possa talvez ter empatia por algum outro deslize que eu venha a cometer e com o qual ela não se sinta tão confortável a me desculpar. Porque nós mães erramos. Sim! E às vezes nem é com o intuito de acertar não. Erramos mesmo. Porque somos humanos e atendemos a demandas muitas vezes além do que estamos prontas a entregar.

Sábado, eu não compareci ao final do projeto trimestral da escola de Malu. Ela passou os últimos 3 meses se dedicando bastante ao estudo do povo africano, pela sua cultura, arte, literatura e influência na nossa colonização, misturada aos diversos povos que fizeram do nosso Brasil um celeiro cultural tão rico. Eu sabia da importância desse projeto pra ela. Mesmo assim, marquei com amigas queridíssimas de nos encontrarmos para celebrar o aniversário de uma delas e curtir uma sexta-feira sem maridos e filhos, jogando conversa fora, comendo e bebendo como mulheres independentes e normais têm o direito de fazer eventualmente. Pensei que iria assistir ao final da novela com minhas amigas, voltaria cedo pra casa e no dia seguinte acompanharia a família ao nosso evento previamente agendado.

Mas não foi o que aconteceu. Porque mamãe resolveu misturar bebidas alcoólicas. Mamãe, que quase nunca mais bebeu com liberdade (e vontade), pois sabe da responsabilidade de ter que estar com disposição para cuidar de minhas duas pequenas no dia seguinte, passou da conta na bebida. Sem perceber… E acordei muito mal. Vomitando e com aquela dor de cabeça que quem um dia já teve uma ressaca pode avaliar. Eu não tinha condições físicas de acompanhar a minha filha ao evento que ela tanto aguardou para nos mostrar. Pedi desculpas. O seu olhar era de tristeza, mas ela disse que entendeu.

Eu sei que nesse ponto aqui, muitas daquelas mães que têm sempre o dedo apontado pra outras (conheço algumas) vão dizer que eu sabia muito bem o que podia acontecer quando eu estava bebendo. Que talvez eu tenha preferido o prazer instantâneo da companhia de minhas amigas e dos drinks do que ouvir a zoeira das crianças na escola das meninas. Para essas mães, posso garantir que vocês não me conhecem e não sabem o quanto eu valorizo esses momentos para a minha família. Também garanto a vocês que não percebi o efeito do álcool tão intenso no meu organismo, foi tudo muito rápido… Enfim! Já que estou aqui, estou aberta aos julgamentos. #MeJulguem

Neto saiu com as duas para a escola e eu fiquei em casa me recuperando. Quero aqui fazer um parênteses quanto à importância de um pai participativo para o sucesso da minha maternidade. Eu não seria um terço da mãe que eu sou (e mesmo com todas as minhas falhas, me considero uma mãe bacana), se ao meu lado não houvesse um pai que fizesse o seu papel para com as suas filhas. Porque o meu marido não me ajuda: ele se faz presente na criação das NOSSAS filhas, por entender do seu papel para a formação delas. Quando falamos que um pai “ajuda” uma mãe, estamos partindo do pré-suposto que aquele papel não é dele, e que ele o faz por favor. O que existe aqui é uma relação de cumplicidade na criação de nossas filhas, e sobre isso, sou muito apaixonada pelo pai que escolhi para elas.

Voltando à ressaca, muita agua e um cochilo foram o suficientes para conseguir ver o mundo sem rodar quando eles voltaram na hora do almoço. Perguntei a Malu como foi, ela disse que foi legal e que eu não me preocupasse porque papai filmou tudo para eu assistir. Fiquei com os olhos cheios de lágrimas…

Aí, veio a parte engraçada (ou seria trágica?): Neto, rindo por dentro (e por fora) veio me contar que a pró perguntou sobre mim, e Malu prontamente respondeu que eu tinha saído com as amigas, bebi demais e estava em casa porque tinha passado mal!!!! Penseeeeee na vergonha! Pensei no julgamento que quem ouviu aquilo iria fazer de mim, afinal, que tipo de mãe bebe ao ponto de passar mal na frente das filhas e perder uma apresentação escolar? E eu tinha sido esse tipo de mãe… 🙁

Enfim… Depois de ir à escola contar à pró o que aconteceu, rimos, e hoje estou aqui pra dividir tudo isso com vocês.

Pois ser mãe é isso: você volta pra casa dirigindo todas as veses que o seu marido toma aquela cervejinha com os amigos pra não ser pego na bitz de alcoolemia, mas no dia em que você bebe além da conta, é pega na blitz de seus filhos e de suas próprias culpas.

Na próxima estarei atenta! Beijos a todas, e desculpa, Malu!

Lika

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