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Dia do Irmão

Ontem foi o dia do irmão. Vi tanta foto linda nas redes socias, de irmãos na infância, irmãos velhinhos, amigos irmãos de quem não teve a sorte de ter esse ser desde a infância, mas encontrou na amizade um apoio tão fraterno, capaz de superar laços de sangue.

Eu tive a sorte de ter um irmão. Na verdade, pelo que me contam, eu nunca quis, pois era a primeira filha, primeira neta, primeira sobrinha, e estava tudo muito bem para mim reinando sozinha no pedaço. Mas meus pais chegaram um dia em casa com essa novidade e tive que aceitar.

Lembro que o pau quebrava entre nós na infância. Lembro que eu tinha meus amigos e ele tinha os dele na adolescência (até porque uma diferença de quase 4 anos pra criança é bem grande, e só se quebra pra lá dos 20 anos do caçula…). Quando ele fez 17 anos, não morava mais lá em casa, pois foi fazer faculdade fora. Daí, a saudade foi aparecendo…

Acho que a diferença básica entre um grande amigo e um irmão ou irmã é que, apesar daquele amigo te conhecer super bem, de vocês se apoiarem incondicionalmente, tem situações de uma vida familiar que só quem dividiu juntinho é que pode te aconselhar, te entender, te apoiar. Isso se refletiu na minha vida quando meus pais se separaram… Afinal, as duas pessoas mais afetadas pelas decisões de nossos pais éramos nós dois, e mesmo a distância, nós apoiamos muito.

Quando eu fiquei grávida de Maria Luiza eu não pensava em ter outro filho. Basicamente porque, como as coisas, financeiramente falando, estão mais difíceis nos dias de hoje do que nos tempos de meus pais, eu não admitia dar a ela um padrão de vida inferior ao que meus pais puderam proporcionar para a gente. Também me via tão cheia de amor, tão completa, que não sentia a necessidade de dividir esse amor com mais ninguém… Aquele bebezinho já me bastava…

Aí Malu foi crescendo… Brincava com a gente, gastava com brinquedos caríssimos, mas os dias mais divertidos pra ela eram os que ela encontrava outras crianças… Fizemos um cruzeiro quando ela tinha 1 ano e meio, e nesse cruzeiro percebemos que a hora que ela ficava mais tranquila era quando tinha outras crianças pra brincar. Percebemos também que os casais com mais de um filho tinham muito menos trabalho pra entreter as crianças do que a gente com nossa filha única, pois uns faziam companhia para as outras, brincavam entre eles, mesmo bem pequenos.

Voltei dessa viagem decidida, tirei o DIU e decidimos que Malu, assim como eu e o pai, não mereceria passar por essa vida sem ter a alegria de ter um irmão ou irmã para brincar, para chatear, para bater, para amar!

Isabela está com 27 semanas aqui no meu ventre. Ainda demora um pouquinho a chegar, mas já é um bebê, já se mexe, já escuta a gente. Maria Luiza todo dia conversa com ela…
Não tenho ilusão que não vai ter ciúme, que brigas irão rolar, que a grana vai ficar mais curta, que vamos voltar para as fraldas e mamadeiras e que a paz de comer enquanto um filho brinca alegremente na Brinquedoteca de um restaurante vai demorar mais 3 anos pra se repetir. Mas tudo vale a pena pela alegria de ter mais um filhote pra encher nossa casa de alegria, e por ver as duas brincando juntas, dividindo as coisas, sabendo que, na nossa velhice, uma vai ter a outra pra ajudar.

Se você tem um irmão/irmã, você sabe do que eu estou falando!!!
Beijocas!

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