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Dicotomias de mim mesma: mãe e consumista

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Gente, de todas as verdades que vejo e leio sobre maternidade, a maior certeza que tenho é que filho se mira muito mais no exemplo do que em toda nossa verborréia do ensinar o certo e o errado. Sei disso, tenho muita consciência, e vou abordar com vocês que muito do que digo e faço com Malu, mas que não necessariamente pratico comigo mesma.
Hoje vou me ater ao exemplo do consumo. Sou bastante preocupada com relação à exposição das crianças a propaganda, acompanho com bastante atenção a todos os assuntos abordados no site Infância Livre de Consumismo e lembro bastante dos exemplos dados por meus pais, que nunca incentivaram nem praticaram hábitos de consumismo desenfreado.
Sei que as propagandas nos canais de TV a cabo infantil são as mais lucrativas, e vejo como as crianças pedem os diversos brinquedos que são bombardeadas dia a dia, e procuro fazer a minha parte, tentando utilizar mais as mídias em Netflix, ou mesmo DVDs, para evitar a exposição de Maria Luiza a tantos desejos de consumo. Mas sei que chegará o momento em que ela vai pedir, e eu precisarei dizer não, perguntando pra ela se ela realmente precisa de determinado objeto e por que.
Mas, ao mesmo tempo, desde que tive filho, percebo que me tornei uma pessoa MUITO mais consumista do que eu era antes de ser mãe. Não que eu seja aquela louca que compra 5 pares de sapatos no mesmo dia, nem mesmo faço questão de acompanhar a moda a risca, apesar de estar sempre ligada sobre as ultimas tendências por ser uma coisa que me interesso… Mas não vou mentir que gasto todos os meses alguma coisa com produtos de beleza, mesmo que nem sempre eu esteja precisando. Adoro creminhos, maquiagens, perfumes… E eram coisas que, antigamente, jogava fora vencidos no meu armário… A maternidade me deixou mais vaidosa… E mais pobre…
Da mesma forma, meu marido não é aquela pessoa que consome muito, mas quando se trata de gadgates tecnológicos, olha ele lá também detonando o cartão de crédito, com a desculpa que trabalha com isso.
Daí me pergunto como querer argumentar com os desejos de uma criança, com argumentos sólidos, se seus próprios pais compram coisas que não precisam no momento?
Me recordo que meu pai sempre fez campanha contra grifes quando eu era pequena. Me deu muito a contragosto uma mochila da Company (TODO MUNDO TINHA, era o argumento adolescente!), mas meus pais também nunca usaram grifes pra nada… Então, eu tinha como aceitar as argumentações…

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Dizem que a Kliping é a Company dessa geração… $$$$$$$

Acho que realmente existe um exagero nas festas de aniversário atuais, nos enxovais de bebês, cada vez com mais itens, mas eu também fui aos Estados Unidos comprar o enxoval de Malu, e trouxe um trocento de coisas que nem usamos… (Bem verdade que meu irmão mora lá e gastei bem menos com o enxoval do que se comprasse as mesmas coisas aqui). Se eu tiver outro filho, sei que ele vai realmente precisar de 1/3 daquelas coisas, sei que o carrinho mais top é um trambolho, sei que roupa de recém nascido não dura 30 dias, mas mesmo assim ainda tenho os meus delírios de consumo…

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O paí ó: cheia de sacola se achando o máximo! 🙁

Vejo a Mariana Sá do Viciados em Colo , a Priscila, a Roberta e a Anne do Mamatraca , tão centradas em seus posicionamentos, tão engajadas… E eu, do alto de meus delírios, fico nessa confusão de sentimentos…
Me sinto bem comprando coisas pra me cuidar, Neto se sente bem desvendando novas tecnologias, novos equipamentos… E se Maria Luiza se sentir bem com o Furby de 400 conto?

Essa é um de meus dilemas, mamães… Tenham certeza que virei aqui relatar outros…
Me contem os de vocês, por favor, pois não quero me sentir só!!!!!
Beijos, Lika.

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E pensar que pra tirar esse sorriso hoje em dia preciso de tão pouco…

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