Logo Blog Mamãe Vai Fazer

Duas maneiras de abordar o tema LGBT com seus filhos: exemplo que aconteceu com Malu

 

Anitta e a drag Pabllo Vittar

Minha filha Maria Luiza é louca por Anitta. Adora os clipes, as coreografias, e antes que uma chuva de comentários indiquem que o seu público não é o infantil, eu sei, mas o grupo É O Tchan também não era, e foi inegável o sucesso que eles fizeram entre esse nicho de público. E conheço várias crianças que colocaram a mão no joelho e deram uma abaixadinha, e nem por isso se perderam em vidas de sexo precoce, etc.

Salvo a ressalva que ela assiste sob a minha supervisão (coisa que nem todas as mães têm como acompanhar), assistimos e dançamos juntas o Show das Poderosas, Bang, e ela inclusive quis muito ir ao Show das Poderosinhas (versão para o público infanto-juvenil do show de Anita), mas como dorme cedo, saímos antes do início e ela nunca viu a ídola!

Show das Poderosinhas circulou o Brasil

Enfim, eis que semana passada estávamos assistindo ao novo clipe da cantora, Sua Cara (Anitta feat Pabllo Vittar) e em meio às coreografias, Malu parou e me perguntou: Mãe, quem é essa moça dançando com a Anitta?

A moça que dança com Anitta

Você como mãe pode ter duas formas de responder ao seus filhos de 6 anos:

  1. Você pode não dividir com a criança que aquela pessoa, apesar de aparentar ser uma mulher não o é, e fugir da pergunta dizendo não saber o nome ou fingindo que ela é uma mulher. Nesse caso, eu não me sentiria a vontade, uma vez que estaria mentindo para minha filha, e um dos valores mais importantes a passar para elas para mim é a verdade. Não julgo uma mãe que faz dessa forma, é um assunto delicado e podemos ser pegos de surpresa mesmo.
  2. Você pode responder com naturalidade o nome da cantora, e em caso de questionamento, abordar da forma mais sincera e natural possível que as pessoas são diferentes e devem ser respeitadas por isso. E foi assim o nosso diálogo.

Ela fez a pergunta, eu prontamente respondi: o nome dela é Pablo Vittar. Silêncio de 30 segundos…

Mas, mãe, Pabllo não é nome de menino? – ela questionou.

Eu respondi que sim. Que ele era um homem, mas que assim como outros homens, ele gosta de se vestir igual a mulher, que ele se sente bem assim. Que era um artista que se apresentava sempre como mulher.

Mais 30 segundos de silêncio…

E enfim o comentário final: que engraçado, mãe, porque se você não me falasse que o nome delA é Pabllo eu nunca ia saber que era menino. E fim!

Confesso que depois do papo dei aquela respirada e perguntei pra uma querida amiga psicóloga se eu tinha agido certo. Ela disse que agir com naturalidade será sempre o melhor caminho, e que estava tudo certo.

No Caderno de Apoio do Desafio da Igualdade encontramos vários tópicos importantes relativos à discussão de gênero na primeira infância, e como isso pode minimizar o sofrimento de muitas crianças lá na frente.

Me chamou a atenção o trecho que diz que “Meninas e meninos aprendem que a sociedade espera que eles se comportem diferentemente e que cumpram certos papeis de gênero. Essas expectativas causam impacto em suas atitudes e comportamentais durante o ciclo de vida, muitas vezes limitando o pleno desenvolvimento de suas capacidades e emoções.”

Vale a pena dar uma lida, pois se não criarmos esteriótipos para nossos filhos (determinando papéis definidos para meninas ou meninos, por exemplo), estaremos gerando muito menos sofrimento para as crianças que se enxergam diferentes das outras. #FicaADica

E assim me sinto feliz por contribuir para que a nova geração viva em um mundo mais bonito e tolerante!

Beijos, Lika.

Nuvém de Tags
alegria amamentação Amizade amor avião babá Beleza birra blog Brasil brincadeiras Cabelo campanha cesárea chupeta cinema criança culpa cultura dica dicas emoção escola Família farra Filhos Filme fim de semana gravidez infância Irmãos Lazer Libido livros maquiagem música parto passeio pele programação saudade saúde solidariedade Sono teatro