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Filhas meninas e pais mais “feministas”

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Há alguns meses atrás eu conversava com Neto (marido) sobre a tragédia das duas garotas que cometeram suicídio após terem vídeos íntimos postados na web por seus parceiros, e sobre os diversos julgamentos a que elas e tantas outras mulheres são submetidas a cada dia, e de como a vida é mais dura, no geral, para nós mulheres, que temos que provar a cada dia que temos igualdade de condições para competir no mercado de trabalho, mesmo cuidando da casa e de filhos (função que deve ser dividida entre os dois).

Enquanto conversávamos, ele falou que percebeu nitidamente que a sua forma de enxergar a mulher mudou muito após ser pai de menina, e que isso não era uma coisa só dele, mas de outros amigos na mesma situação. Ter uma filha mulher fez ele, e alguns amigos nossos que tinham antes aquela postura bem machista, a repensar que aquela figura que estão muitas vezes julgando, são filhas de alguém também…

Eu mesma já me peguei MUITAS vezes julgando mulheres por posturas consideradas por mim (talvez por ter sido criada em nossa sociedade machista) como, digamos, não muito dignas, quando, na verdade, digo para mim mesma: o que eu, ou qualquer outra pessoa, tenho a ver com a vida dessa ou daquela mulher.

Aquela menina universitária faz programa. Realmente, farei de um TUDO para que minha filha NUNCA precise passar por isso. Mas por que será que aquela garota passou para pensar em vender o próprio corpo?

Quando eu era adolescente, a menina da escola que namorava muito era galinha. Morria de medo de ser taxada com esse termo, mas é ou não a adolescência uma fase em que o jovem está começando a se relacionar e entender de amor, as vezes sexo. Se for menino galinha, parabéns meu filho! Se a menina beijou 5 no carnaval, perdida!

Me entristece a vida sexual dos jovens começar tão cedo. Na verdade, a sexualidade tem sido estimulada muito precocemente, até mesmo nas crianças…

A minha “galinhagem” adolescente se limitava a beijos na boca e muita risada, mas pelo que as mães mais experientes do que eu me falam, os beijos na boca estão vindo mais cedo e também a vida sexual.

Espero poder conversar com minha Malu abertamente sobre todas as implicações físicas e emocionais que uma relação sexual trás, assim como tive a alegria de minha mãe conversar comigo, e que eu saiba enxergar o momento oportuno para isso. E que as mães de meninos também conversem com seus filhos para que entendam a mulher como um ser igual, que deve ter os mesmos direitos sobre si e seu corpo como qualquer homem, e não estar vivendo sobre constantes julgamentos.

E vocês, com filhotes mais velhos, como têm abordado o assunto em casa? Me contem. Beijos, Lika.

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