Logo Blog Mamãe Vai Fazer

Filho Bicho

20130409-095959.jpg

Gente, tava a um bom tempo querendo falar sobre bichinhos de estimação por aqui, porque Malu é minha única filha gente. Antes dela, eu pude descarregar toda a minha maternidade nesses dois amores de felinos que fazem parte da família.

20130405-142324.jpg

Quando eu tinha um ano de casada, comecei a ter uns sentimentos bem maternais, e Neto me deu de presente de casamento nosso primogênito, Don Vito (Corleone), que era o meu bebê, por quem já voltei de Costa do Sauípe mais cedo com dó de deixá-lo sozinho em casa. Por isso, depois de um ano compramos Lily (Fox), que é uma super companheira de Vitinho (meu bebê), e éramos uma família feliz.
Me causou muita surpresa (e raiva algumas vezes) quando eu fiquei grávida de Malu e as pessoas me perguntavam o que eu iria fazer com os nossos gatos. Como assim? É um tomagoshi, daqueles que você desliga quando não quer mais brincar?
Ah, mas gato transmite toxaplasmose!!!!! Gente, acho que a pessoa podia ler antes de falar bobagem, né? Gato de rua, se você pegar a cáca dele, pode mesmo pegar toxaplasmose… Mas meus gatinhos, que só de casa pro pet, do pet pra casa… Sem chance. Prova que eu nunca tive contato com a doença…
Aí vem um alerta pra quem se sente sozinho e quer um bichinho, ou mesmo para quem quer uma companhia para seus filhos pequenos: gente, BICHO NÃO É BRINQUEDO. Quando você toma a decisão de levar um animal pra casa, pense que ele vai viver com vocês por alguns bons anos, e ele precisa de cuidados e carinho. Crianças muito pequenas têm que ser supervisionadas com os bichinhos, porque podem pegá-los de mau jeito e acabar machucando.
Eu fico com uma tristeza quando vejo alguém que comprou um bicho, criou, deu amor, e de repente, por algum motivo, se desfaz de seus bichinhos. Gente, como é que não sofre? E os sentimentos do animal? Não era um membro da família?
Há que se pensar bastante antes de comprar/adotar/levar pra casa um bichinho, porque a partir desse momento, ele é responsabilidade de sua família.
Mas eu entendo a pergunta das pessoas sobre como eu iria fazer com meus bichinhos. Na verdade, eu mesmo sofro de uma séria rinite por conta dos pêlos dos meus gatos (só descobri que era alérgica depois de 2 anos de Don Vito e 1 de Lily). E um bebê alérgico é o pesadelo de qualquer mamãe, né?
Então, estabelecemos algumas limitações para os gatinhos, antes mesmo de Malu nascer. Quando eu estava grávida e o quartinho estava pronto, deixei eles entrarem, investigarem todos os cantinhos (pra quem não sabe, gatos são SUPER curiosos). Depois que eles esgotaram o ambiente, já perto de Malu nascer, fizemos uma faxinha geral no quartinho e limitamos a entrada deles.
Quando cheguei em casa da maternidade, foi o momento mais difícil. Não por causa deles, ou de minha pequena, mas eu, nitidamente, percebi que minha atenção com os felinos nunca mais seria a mesma. E não é… 🙁
Nesse ponto, mais uma vez dividi as tarefas com o papai. Ele ficava encarregado de dar os apertos, de brincar… E eu fazia um cafunezinho quando sobrava um tempo.
Quando Malu começou a enxergar o mundo, apresentamos ela aos gatos. Lily (que é MEGA ranzinza) não deu o menor Ibope pra ela. Já Don Vito, foi se chegando, cheirando, conhecendo, e em pouco tempo já dormia do ladino dela no cochilo da tarde na cama da mamãe…

20130409-095205.jpg

Hoje em dia, com Malu mais espertinha, nenhum dos dois gatos marca bobeira com ela, que quando os vê, parte correndo pra apertar. Gato é mais safo do que cão nesse sentido. Mas nunca tivemos nenhum problema com Malu e os gatos (nem alérgicos, por sorte, graças a Deus). Na verdade, existem alguns estudos imunológicos que dizem que, quanto mais cedo a criança entra em contato com um agente alérgico, mais rapidamente o sistema imunológico dela vai criar resistência a este antígeno. Tomara que seja assim.
Acho muito saudável a criança ter um bichinho de estimação. Ela vai aprender a ter amor pelos animais desde muito cedo, e lá na frente, vai aprender também a lidar com a morte… Mas este é um assunto pra daqui há MUITO tempo!
Beijo gente, Lika.

Nuvém de Tags
alegria amamentação Amizade amor avião babá Beleza birra blog Brasil brincadeiras Cabelo campanha cesárea chupeta cinema criança culpa cultura dica dicas emoção escola Família farra Filhos Filme fim de semana gravidez infância Irmãos Lazer Libido livros maquiagem música parto passeio pele programação saudade saúde solidariedade Sono teatro