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Juro que eu não queria falar de política

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Eu tinha prometido não falar em política… Tinha prometido manter-me na minha alienação, até por questão de ser feliz, pois tomar parte do mar de lama e violência que atropela o meu país me deixa realmente mal.

Mas não deu! É muita gente falando bobagem, é muito post em rede social propagando raiva, paulistas que elegeram Tiririca, Bolsonaro e Russomano (com todo respeito a seus eleitores) reclamando que o Nordeste manteve Dilma no poder… E os próprios nordestinos se penitenciando por manterem a “megera”, culpada de todas as pragas do Egito e do planeta, como se a figura de Aécio Neves, um bom filho de oligarquia (tal qual as nossas do Nordeste), que foi tão bom para Minas Gerais que perdeu a eleição presidencial por lá, e seu candidato a governador foi eliminado logo no primeiro turno pelo rival, fosse a tábua de salvação do país ao mar de lama que enrolou-se o PT. Poupem meus neurônios, pois sabemos que a lama do Brasil percorre todos os partidos e estados em igual intensidade…

Não quero com isso dizer que o PT é bom, que o PSDB é um lixo, que o DEM só tem candidatos demoníacos (foi mal, só pra não perder a piada). O que eu quero dizer é que essa mania de enxergar um demônio na figura de uma pessoa ou de um partido é uma atitude tão burra, tão sem noção, pois nenhum governo será de todo ruim. Eu sou prova viva, pois vivo o serviço público municipal de Salvador TODOS OS DIAS e vejo exatamente o que há de bom e de ruim por aqui… E até no meu discurso que você lê aqui está implícito as minhas insatisfações e críticas veladas ao meu chefe. Natural.

Mas o mais hilário é ver os ativistas de rede social… Aquela pessoa que não faz NADA pra mudar o mundo onde vive, desde suas atitudes pouco civilizadas em sociedade, de tratar os empregados como pessoas inferiores, que estão ali para lhes servir e aceitar felizes as doações do que lhes sobram, e serem felizes por isto. Não sou um exemplo de cidadã, sei que devo cometer vários deslizes no dia-a-dia, mas eu tento! E tento passar isso pra minha filha.

Que apesar de na escola dela você contar as crianças negras nos dedos, tem gente branca, gente marrom, gente amarela e gente preta no mundo, e que todo mundo tem que ter os mesmos direitos. Que ela tem uma mãe e um pai, mas que ela pode ter uma coleguinha com duas mães ou dois pais, e que ninguém tem nada com isso. Que eu tenho, graças a Deus, dois braços e duas pernas, mas meu tio Eduardo só tem uma, e pode dirigir, pode andar com uma prótese igual a de Soluço (personagem deficiente do filme infantil Como Treinar Seu Dragão), pode exercer sua cidadania como melhor lhe convier, assim como todos os deficientes desse país.

E quem quer que ganhe essa eleição, só peço uma coisa: Eduque o nosso povo! Sou prova viva do que a educação pode trazer de bom a uma família! Meus pais estudaram em escolas públicas, antes do regime militar, e foi graças ao que eles puderam colher com as ferramentas que receberam que puderam dar a mim e meu irmão oportunidades ainda melhores do que a que eles tiveram. E só isso fará diferença nas futuras gerações. Nada mais dará certo, tenho plena convicção disso!

Foi mal aí o desabafo! Beijos, Lika.

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