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Minha relação com a comida e o reflexo em Malu

Conversando com Teca sobre tópicos pra escrever no blog, ela falou, enquanto preparava uma sopa pra Mariza (invejei, pq sou uma negação de cozinheira), da importância de falar sobre alimentação e de como esse era um assunto que a preocupava.
Eu sempre me preocupei com a alimentação da minha Malu, mas minha atenção nesse assunto teve um motivo especial. Fui aquela criança que não come e tira o juízo dos pais. Ou pelo menos da minha mãe. Lembro que ouvi da minha mãe a praga (sei que não foi de coração, mãe. Te amo!): vc vai ver o que é ter um filho pra não comer nada e te deixar louca!!!!
Essa frase me marcou! Eu lembro de minha mãe contar que eu era a criança que não comia NADA. Nem guloseimas… O ápice da situação, que interferiu na minha relação com a comida até hoje, foi quando minha mãe me levou ao pediatra se queixando da minha falta de apetite e ele disse que aquilo tudo era ansiedade da mãe, que criança come se tiver com fome, que ela devia relaxar. Nisso, passaram-se 2 dias, e nada de Alinizinha comer, até que no segundo dia caí de fome no colo de minha vovó.
Foi a gota d’água para minha mãe passar para psicologia do mando eu, obedece quem tem juízo. Eu entendo… Minha mãe vivenciou a fome quando era bem pequenininha. Na cabeça dela, ter uma geladeira cheia de comida e ver a única filha cair num quadro de anemia igual às criancinhas da Etiópia era surreal. E assim, passei a primeira infância sendo obrigada a comer fígado, suco de laranja com beterraba, sopa de legumes batidas no liqüidificador, e coisas mais que não lembro… (Estas, até hoje não consigo sentir nem o cheiro…). Era chinelo na mão e colher na outra, e se não engolisse, o coro comia.
Isso se reflete na minha relação com a comida até hoje. Tipo: não tenho prazer em experimentar coisas diferentes; aquela alegria de viajar e provar as comidas típicas do lugar. Se vou a um restaurante, 90% da vezes pedirei o mesmo prato, que deve ficar em um rol de ingredientes básicos que eu conheça. Mas eu não posso condenar minha filha a gostar só do que eu gosto, né?
Assim, quando Malu foi liberada para fazer suas primeiras refeições, confesso que fiquei com um medinho… A pediatria mandou ir introduzindo um alimento por vez, e tal… Ela começou bem. Comia frutas, às vezes botava pra fora… Quando começou a comer papinhas, sopas, comigo ela tinha resistência, mas com a babá comia tudo. Tenho certeza que ela sentia minha angústia. O medo que ela não comesse. Que fosse igual a mim.
Daí, percebi que isso acontecia com minhas amigas também. Os filhos se alimentavam melhor com a babá, com a vovó… E vi que isso era reflexo da angústia das mães mesmo… No fundo, o pediatra estava certo sobre a ansiedade da mãe. E resolvi relaxar…
Malu está com 1 ano e quase 8 meses. Come de tudo, e hoje em dia prefere que eu dê a comida ao invés da babá. Isso me dá muita alegria. Ainda não como fígado, peixe muito pouco, mas ofereço tudo pra ela. E ela come.
E se é final de semana e estamos com os primos na McDonalds, sei que algumas mães vão odiar, mas ela come batata frita e toma suco ou milkshake.
Acho que o segredo é, além de oferecer, não ficar pilhada pra que seu filho coma tudo, raspe o prato. Tem dias que ele vai repetir, tem dias que não vai comer tudo… Malu senta à mesa com a gente. Se eu chego tarde e ela já almoçou ou jantou, senta de novo pra fazer companhia e sempre belisca alguma coisinha: um queijo, um tomate, uma batata… A refeição é um momento prazerozo pra ela, que tem o pai e a mãe juntos, já que trabalhamos o dia todo.
Sei que tudo isso pode mudar com o tempo, e assim vamos trocando experiências por aqui.
E voces? Contem como fazem na hora da refeição dos pimpolhos! Quero saber!!!
Beijos, Lika.

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