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No dia dos pais, fala um pai

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Hoje, dia dos pais, quem escreve para vocês é um pai que, mesmo com uma rotina louca de trabalho, se vira nos trinta pra curtir e participar da vida de suas filhas lindas. Pedi pra ele esse texto, e ele me enviou no mesmo dia. Segundo ele, estava inspirado, pois viajava a trabalho e o seu coração estava cheio de saudade. Com vocês, o lindo texto de Wendel Shibasaki:

“Durante muitos anos da minha vida, pensei em ser um super-herói. Achava que ter o poder de decidir o que seria certo ou errado, execrar os malfeitores e exaltar os bons, poderia ser um ofício excitante e nobre.
Quando ainda era um menino, iniciei meus treinamentos de guerreiro: participei de algumas brigas, mas nunca aprendi lutar. Ensaiava frases de efeito e esboçava caras de bravo, pouco antes do sorriso rasgar o rosto sisudo. Estudei a sorte, recurso indispensável para qualquer grande herói, mas não ganhei nem mesmo no “par-ou-ímpar”. Sempre fui confiante e sempre me achei bonito, apesar da minha descendência oriental me afastar do estereótipo dos galãs heróis hollywoodianos.
Desta forma, o sonho de ser herói estava sendo arrancado de mim a cada aniversário, à medida que a criança que todos temos dentro de nós, ia perdendo opacidade. Cheguei a pensar que jamais seria herói…. Tolo juvenil!
Logo após a posse do primeiro presidente americano negro, em 2009, algo me dizia que poderia ser possível… “Yes, we can”. Talvez não tenha sido este o objetivo do slogan da campanha, mas era isso que eu queria acreditar. Naquele mês de março nasceu minha primeira filha, a Nina. Quatro anos depois, a Malu. Não sei precisar em qual momento das suas existências que aquelas pequenas me golpearam… Atingiram o coração. Foi fatal. Eu tive que morrer para renascer em meu sonho de infância.
Municiado da força intergaláctica, após o dia árduo, aciono o poder de metamorfose e me transformo no mais valente cavalo já visto! As mãos giradas para os lados, ao nível da cintura, servem de estribo. A camisa esticada apertando o pescoço e obstruindo a respiração, servem de rédeas… Estalando os dedos e a sala vira picadeiro, ou a cama de dormir, uma cama elástica. Trabalho no circo fazendo palhaçadas, fingindo ter tomado susto, para colher gargalhadas; sou engenheiro aeronáutico encarregado das pipas; engenheiro naval responsável pelos barcos de isopor; engenheiro civil construtor das cabanas de lençóis… Quando adormecem, levo a Nina no colo, enquanto carrego a Malu no bebê conforto, com a outra mão.
Aprendi a fazer cara de bravo também, porque momentos de rigidez nos garantem outros tantos de diversão.
Nunca mais perdi em jogo algum, mesmo quando não sou o vencedor. O sorriso no rosto dos filhos fazem a derrota ter sabor e aroma de vitória. Nunca mais tive coragem de reclamar da sorte.
Eu sou o mais bonito, o mais forte, o melhor, o mais incrível… Meu sonho virou realidade. Eu sou o mais real de todos os heróis. Eu sou Pai.”

Hoje, dia dos pais, quem escreve para vocês é um pai que, mesmo com uma rotina louca de trabalho, se vira nos trinta pra curtir e participar da vida de suas filhas lindas. Pedi pra ele esse texto, e ele me enviou no mesmo dia. Segundo ele, estava inspirado, pois viajava a trabalho e o seu coração estava cheio de saudade. Com vocês, o lindo texto de Wendel Shibasaki:

“Durante muitos anos da minha vida, pensei em ser um super-herói. Achava que ter o poder de decidir o que seria certo ou errado, execrar os malfeitores e exaltar os bons, poderia ser um ofício excitante e nobre.
Quando ainda era um menino, iniciei meus treinamentos de guerreiro: participei de algumas brigas, mas nunca aprendi lutar. Ensaiava frases de efeito e esboçava caras de bravo, pouco antes do sorriso rasgar o rosto sisudo. Estudei a sorte, recurso indispensável para qualquer grande herói, mas não ganhei nem mesmo no “par-ou-ímpar”. Sempre fui confiante e sempre me achei bonito, apesar da minha descendência oriental me afastar do estereótipo dos galãs heróis hollywoodianos.
Desta forma, o sonho de ser herói estava sendo arrancado de mim a cada aniversário, à medida que a criança que todos temos dentro de nós, ia perdendo opacidade. Cheguei a pensar que jamais seria herói…. Tolo juvenil!
Logo após a posse do primeiro presidente americano negro, em 2009, algo me dizia que poderia ser possível… “Yes, we can”. Talvez não tenha sido este o objetivo do slogan da campanha, mas era isso que eu queria acreditar. Naquele mês de março nasceu minha primeira filha, a Nina. Quatro anos depois, a Malu. Não sei precisar em qual momento das suas existências que aquelas pequenas me golpearam… Atingiram o coração. Foi fatal. Eu tive que morrer para renascer em meu sonho de infância.
Municiado da força intergaláctica, após o dia árduo, aciono o poder de metamorfose e me transformo no mais valente cavalo já visto! As mãos giradas para os lados, ao nível da cintura, servem de estribo. A camisa esticada apertando o pescoço e obstruindo a respiração, servem de rédeas… Estalando os dedos e a sala vira picadeiro, ou a cama de dormir, uma cama elástica. Trabalho no circo fazendo palhaçadas, fingindo ter tomado susto, para colher gargalhadas; sou engenheiro aeronáutico encarregado das pipas; engenheiro naval responsável pelos barcos de isopor; engenheiro civil construtor das cabanas de lençóis… Quando adormecem, levo a Nina no colo, enquanto carrego a Malu no bebê conforto, com a outra mão.
Aprendi a fazer cara de bravo também, porque momentos de rigidez nos garantem outros tantos de diversão.
Nunca mais perdi em jogo algum, mesmo quando não sou o vencedor. O sorriso no rosto dos filhos fazem a derrota ter sabor e aroma de vitória. Nunca mais tive coragem de reclamar da sorte.
Eu sou o mais bonito, o mais forte, o melhor, o mais incrível… Meu sonho virou realidade. Eu sou o mais real de todos os heróis. Eu sou Pai.”

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Wendel é cirurgião dentista, ortodontista, perito, professor, marido de Liliane e pai herói de Nina e Malu.

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