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Novos alimentos X Amamentação

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Há 15 dias atrás uma amiga me pediu algum material sobre amamentação tardia e sobre a dificuldade de introdução de novos alimentos na dieta de um bebê que já passa de 1 aninho. Confesso que, se tivesse que escolher um quesito no que sou mais insegura com relação a criação de filhos, confesso que este é, sem sombra de dúvidas, a questão da alimentação.
Já falei sobre isso nesse texto, e, ainda hoje, apesar de Malu comer relativamente bem, a hora de comer sempre causa em mim uma certa tensão, talvez por causa da minha relação com a comida na infância e todas as chantagens que ouvi por conta disso.

Amamentei Malu exclusivamente até 6 meses, com 7 comecei a introduzir novos alimentos, e como voltei a trabalhar nesse período, com 8 meses só tinha leite congelado, porque no peito já não tinha mais nada, devido tanto ao pouco estímulo quanto aos estresses e corre-corre do trabalho. Enfim, com 8 meses em diante, ela passou a comer comidinhas, e tomar o leite de fórmulas. Mas tive amigas que amamentaram seus filhos até quase 2 anos, e, como são minhas amigas, conversando sobre o assunto, chegamos a conclusão que a NECESSIDADE real era muito mais delas, num desejo de estar aconchegada com seus filhotes, do que da criança propriamente. Veja bem, essa é uma conclusão minha, sem nenhum embasamento técnico para afirmar, e não digo também que é desnecessário. O próprio Ministério da Saúde recomenda que mãe complemente a alimentação com leite materno até os 2 anos. Mas além do peito, deve-se oferecer outros alimentos para seus filhos, estando aí o X da questão.

Enfim, ema ema ema, cada qual com seus problemas, fui perguntar a duas amigas, uma nutricionista e outra odontopediatra, sobre os malefícios da não introdução dos novos alimentos na vida do bebê, e as consequências podem ser bem chatinhas, pra dizer de forma light.

No âmbito do desenvolvimento do sistema mastigatório, é importante que o bebê vá aprendendo a mastigar. Mesmo que ainda não tenha desenvolvido a dentição completa, o bebê tem capacidade de amassar ou mesmo triturar os alimentos pelo o contato entre os ossos da maxila e mandíbula.
A importância da estimulação, oferecida por uma dieta com alimentos duros, contribui com a o desenvolvimento das funções mastigatórias, favorecendo crescimento ósseo e dentário. Se a criança só ingere alimentos pastosos, as funções de morder, mastigar e formar o bolo alimentar não se desenvolvem, perpetuando a imaturidade do sistema sensório motor oral, refletindo, inclusive, na fala da criança.

No âmbito nutricional, a partir dos 6 meses, o leite materno não é capaz de transmitir todos os nutrientes que a criança precisa para o seu desenvolvimento. Os alimentos devem ser oferecidos de forma gradual, de preferência em sua forma mais natural (evitar os alimentos processados e industrializados).

O Ministério da Saúde desenvolveu uma cartilha que orienta um passo-a-passo para alimentação dos nossos pequenos:
“- Dar somente leite materno até os seis meses, sem oferecer água, chás ou qualquer outro alimento.
– A partir dos 6 meses, oferecer de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo o leite materno até os dois anos de idade ou mais.
– A partir dos 6 meses, dar alimentos complementares três vezes ao dia, se a criança receber leite materno, e cinco vezes ao dia, se estiver desmamada.
– A alimentação complementar deve ser oferecida sem rigidez de horários, respeitando-se sempre a vontade da criança.
– A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida de colher; começar com consistência pastosa (papas/purês) e, gradativamente, aumentar a consistência até chegar à alimentação da família.
– Oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada é uma alimentação colorida.
– Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições.
– Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas, nos primeiros anos de vida. Usar sal com moderação.
– Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos; garantir o armazenamento e a conservação adequados.
– Estimular a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo sua alimentação habitual e seus alimentos preferidos, respeitando a sua aceitação.”

O link pro texto completo: aqui

Sempre indico o Baby Center Brasil. Muita dica bacana.

Beijos, Lika.

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Desenho no site A Nutricionista

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