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O Adeus ao Bubu (leia-se chupeta)

Oi gente, vou contar hoje pra vocês como foi a despedida ao acessório infantil controverso, que teve uma convivência pacífica por aqui pelo nosso lar, mas que, ao nos aproximarmos dos 3 anos de Malu, decidimos em conjunto que era hora de dar tchau. Na verdade, todo esse processo já terminou ha 6 meses, mas só agora consegui contar pra vocês e acho que foi bem legal…

A chupeta é um objeto meio controverso no enxoval dos bebês. Já tive amigas que amam e que odeiam. Uma prima, dentista como eu, não comprou para sua filha, pilhada pelos danos que esta poderia acarretar na dentição da pequenina. Mas bastou a pequena aprender a colocar o polegar na boca para que a mamãe corresse a uma farmácia e providenciasse uma chupeta, afinal, essa é mais fácil de se livrar do que o dedo.

Minha amiga e guru da maternidade, que mora nos EUA sem babá e sem ajuda, teve a mais velha viciada em dedo e a do meio em chupeta. Segundo ela, preferia o dedo, porque não agüentava mais levantar no meio da noite para procurar a chupeta que sumia na cama, enquanto o dedo estava sempre ali a disposição, apesar do sufoco pra tirar esse último…

Eu comprei um estoque de chupetas, de variadas cores e tamanhos, e já sabia que daria trabalho pra tirar, mas troco pelo conforto e acalento que a sucção traz para o bebê. O próprio método de acalmar o bebê que eu seguia, do Dr Karp, indica a chupeta como um dos fatores que acalmam a criança. E apesar do hospital onde eu tive Malu não recomendar que levássemos chupeta, no dia que tiveram de tirar sangue arterial do pescocinho de minha bebê de 36 semanas, e enquanto eu a acalentava, ela meio sem querer chupou o meu dedo mindinho e parou o choro, na mesma hora mandei buscar a coleção de chupetas, assumindo todos os ônus e bônus da minha decisão…

Enfim, foram 2 anos de convivência pacífica. O Bubu ajudou muito: acalmou nas horas de vacina, ajudou no soninho… Tiveram momentos de tensão, como quando viajamos pra os EUA e Malu conseguiu perder todas as chupetas no avião e deu piti de sono no fim da viagem, me fazendo sair pela Times Square no final do SuperBall atrás de uma farmácia aberta, mas entre mortos e feridos, todos nos salvamos…

Por volta de março (Malu com 2 anos e 7 meses) começamos a condicionar o Bubu apenas pra dormir. Era engraçado, porque ela chegava da rua e dizia que estava morrendo de sono, deitava na cama, chupava 5 minutos a chupeta, e voltava com a cara lavada dizendo:
– Acordei, mamãe!
Completamente viciada…

Tentamos negociar no diálogo, dizendo que ela estava crescendo, que não precisava mais… Não havia acordo…

Enfim, um belo dia, assistindo Discovery Kids, em meio a um milhão de propagandas de brinquedos (aqui rende outro post!), eis que Malu me pede uma casa de boneca, da Polly, eu acho. Eu disse que não podia comprar, só no aniversário, pois não tinha dinheiro, mas que, se ela quisesse muito, ela podia levar o Bubu na loja, que a moça trocava pelo brinquedo que ela escolhesse. Ela arregalou os olhos, e disse que queria!

Bingo! Sábado, partimos com destino ao Shopping, na bolsa de Malu os 2 Bubus que ainda lhe restavam, e ao entrar na loja, expliquei a vendedora que ela iria pagar o brinquedo escolhido com os objetos. A moça entrou na brincadeira, deu os parabéns a Malu, enfatizando que ela já era uma moça, e na hora de pagar, o acordo foi selado sem maiores traumas.

Fomos pra casa brincar com o novo patrimônio. Ela estava eufórica! Saímos para uma festinha e ela fez questão de levar o brinquedo e contar que era uma moça. Voltou pra casa e apagou no carro, sem lembrar do Bubu.
No dia seguinte, domingo, também foi bastante agitado, com festinhas e farras, e ela novamente dormiu no carro na volta pra casa.

Segunda-feira, de volta a rotina, escola, casa, almoço, play… Hora de dormir. Vendo-se na cama sem seu amuleto, lágrimas nos olhos e argumentando que não queria mais os brinquedos e que não era uma moça, pedia soluçando o Bubu de volta. Argumentei que ela entregou na loja, que eu não tinha outro (e realmente não tinha) e que ela já tinha passado por 2 dias sem a chupeta, que não precisava mais dela. Foram exatos 15 minutos de choro, e pronto. No dia seguinte pediu, mas não chorou… O paninho ainda a acompanha no sono. Eventualmente ainda lembra do Bubu, mas sabe que é coisa de bebê, e promete ajudar a escolher os de Isabela.

Como eu disse no começo, sem mortos ou feridos, todos nos salvamos! O Bubu cumpriu o seu papel. E pretendo oferecer a pequena Bela também!

Beijocas a todos, Lika.

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