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Papo com um doador de medula óssea

Oi pessoal, como já postei aqui, fui ao Hemoba com Malu e as Mamães Antenadas SSA e fizemos o nosso cadastro no REDOME, para doação de medula óssea. Acho que toda mãe se coloca no lugar de outras mães que estão com filhos, ou mesmo parentes adultos, na fila por um transplante, e por isso a importância de mobilizar cada vez mais pessoas nessa campanha, a fim de que, aumentando o banco de doadores, de repente o sucesso de compatibilidade de quem está esperando também se amplie.

Mas hoje vou falar com uma pessoa que teve a sorte de ser compatível com alguém. Digo sorte, porque não é todo mundo que pode dizer que ja salvou (ou pelo menos tentou salvar) uma vida. E o Bruno Ribeiro passou por isso. A gente vai falar com ele hoje.

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MVF: Oi Bruno. Quando foi que você fez o seu cadastro no REDOME e quando te contactaram sobre uma possível compatibilidade?
Bruno: Bom dia. Eu me cadastrei em 2011 depois de uma campanha que o Hemoba realizou dentro da empresa em que eu prestava consultoria. Mas a ligação falando sobre a possível compatibilidade com alguem só aconteceu em setembro de 2015, quando recebi a primeira ligação.

MVF: Apenas aquele sangue que a gente colhe é suficiente ou precisam de mais testes?
Bruno: Após essa primeira ligação eles me falaram que existia um possível doador e seu eu tinha interesse em continuar com o processo. Obvio, que não pude negar e falei que podíamos dar seguimento ao processo.
Eles pediram para que eu fosse no hemoba para doar mais 5ml para eles fazerem mais estudos, e verificar se realmente existia compatibilidade. E que em 30 dias me retornariam, caso existisse.
E assim foi… Eles me ligaram, com uns 40 dias, até pensei que tinha dado alguma coisa e eu não era mais compatível. Mas graças a Deus deu tudo certo, e pude realizar a doação.

MVF: Você ficou com algum tipo de medo ou receio? Pensou em desistir?
Bruno: Receio sim, afinal é uma cirurgia invasiva. Mas desistir? Isso nunca passou pela minha cabeça. Eu só conseguia pensar em salvar a vida de alguém.

MVF: Você precisou doar para alguém de outro estado. Como foi o seu deslocamento, os custos, acompanhantes… Tudo que envolve termos que sair do nosso estado? Você viajou só uma vez ou precisaram de vários deslocamentos?
Bruno: Sim! Meu procedimento de doação acontceu em Recife, por que aqui em Salvador eles não estão mais realizando.
Fui duas vezes a Recife, a primeira delas foi logo após a segunda ligação onde confirmaram a compatibilidade. Fui lá no inicio de dezembro realizar exames clínicos, para saber se clinicamente está apto para o procedimento.
E a segunda, já foi para realizar o procedimento em janeiro.
Todos os custos são arcados pelo governo federal. O doador não tem nenhum custo, seja de passagem, hospedagem ou gastos diários como alimentação e deslocamento.

MVF: O procedimento em si é um pouco invasivo. Conta aqui direitinho como é, se dói muito, a recuperação…
Bruno: É realmente bem invasivo. No meu caso eu doei entrei 600 a 700 ml de medula, e cada puncionada no osso do ilíaco se retira de 5 a 7ml. Ou seja, foram mais ou menos 100 puncionadas, metade de cada lado do osso.
É um procedimento que você faz todo sobre efeito de anestesia, então você não sente nada no momento. E o pós é relativamente tranquilo, tanto que eu tive alta do hospital 24hrs após a realização do procedimento. Parece que tomou um queda e estar com dor na lombar. Mas tem que que ficar um período em repouso, afinal as microfaturas no osso podem virar uma fratura. Então nada de peso, andar muito, nem ficar sentado.

MVF: Você tem alguma idéia de quem recebeu a sua medula? Como é o sigilo e você terá como saber se o transplante deu certo?
Bruno: A gente acaba tendo uma nocão, mas nada de concreto. Sei que é uma criança e que recebeu o transplante em São Paulo.
Após 06 meses posso entrar em contato para saber como está o receptor.

MVF: Qual foi o seu sentimento depois que acabou o processo?
Bruno: Um pouco de dor, mas com a sensação de que faria tudo de novo. Um sentimento de gratidão, de agradecer a Deus por tanta saúde que pude compartilhar, em vida, com alguém.

MVF: Fique a vontade para deixar alguma mensagem aos futuros doadores que porventura lerão nossa entrevista.
Bruno: Que todo mundo saiba que a compatibilidade é 1 em 100mil. Eu fui esse 1, é vocês podem ser também. Entrevistas e divulgação como essa são importantes para que se incentive o cadastro, afinal tudo começa assim.
Salvar uma vida não tem preço.
Obrigado por terem entrado em contato comigo, e fico a disposição para qualquer eventual dúvida.

MVF: Muito obrigada por seu tempo e atenção e somos super suas fãs! Beijos, Lika, Malu, Bela e as Mamães Antenadas.

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