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Quando a gravidez não vinga

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Intuição de mulher, ou melhor dizendo, de mãe, é uma coisa que dificilmente te engana. Já escrevi um post aqui sobre o quanto eu esperei para engravidar de minha primeira filha, e aqui quando decidi por outro bebê, Deus me deu a alegria de, no mês seguinte a retirada do Mirena, me deparar com um exame positivo.
Meu marido ficou tão alegre que contou para todos os seus amigos. Eu, mesmo feliz com a notícia, fiquei um pouco apreensiva, descobri muito no inicio, mas todo mundo tava tão feliz, que vamos simbora!
Com o passar das semanas, fora as náuseas clássicas do período, me sentia meio aflita… Tive um sangramento, mas ao fazer a primeira ultrassom, o diagnostico foi que estava tudo certo, embrião bem implantado, minha médica prescreveu progesterona e dois dias de repouso. Volta a rotina normal, 15 dias depois, repetindo a ultrassom, tivemos a triste notícia que a gestação não evoluiu… Não havia batimentos cardíacos, não haveria mais bebê…

É triste demais pra uma mãe ter essa notícia. Independente de você saber que a natureza é sábia, que Deus fará sempre o melhor pra você… Não consigo hoje definir em palavras os sentimentos múltiplos que acontecem nesse momento. Tenho que dizer aqui que, passar por isso, no meu caso, deve ter sido mais fácil, por já ter uma filha pra abraçar. No dia que tive a notícia, cheguei em casa e ganhei um abraço tão gostoso de minha Malu, que minhas lagrimas secaram na hora…
Enfim, vamos a parte prática: o bebê não vingará, você pode esperar a natureza fazer a parte dela e perder o bebê naturalmente, ou se submeter a uma curetagem.
Optei pela natureza. A parte ruim de esperar é a angústia de saber o que vai acontecer, mas sem a certeza de quando e como exatamente. Passei 15 dias de um mix de sentimentos, que ainda não se alinharam de forma clara para que eu possa descrever…
Estava mal humorada. Chateada. Triste. Aliviada. Angustiada…
Tive solidariedade de colegas que nem esperava… E tiveram pessoas próximas que não tiveram noção do que eu estava passando… Mas… É a vida…
Enfim, anteontem, perdi o “bebê”. Nem era um bebê ainda, mas já era muito esperado. Hoje me sinto melhor, e escrevo pra o blog pela primeira vez depois de todo esse processo.
Obrigada especial a Teca que segurou as pontas sozinha nesse período.
Tô de volta, amiga. Tô de volta, leitoras!
Ser mãe é tudo de bom. E quero muito continuar a trocar essa idéia com vocês.
Prometo escrever ainda essa semana um post sobre os aspectos físicos de um aborto espontâneo, pois eu procurei muita coisa na web, e acho legal ler a experiência de quem já passou por algo parecido.
Um beijo a todas! Até a próxima! Lika.

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