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Resenha de filme: Álbum de Família (August: Osage County)

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Desde que assisti, na flor dos meus 14 anos, o filme britânico Segredos e Mentiras (Secrets & Lies, 1996), me apaixonei por este estilo de filme que relata dramas familiares, com discussões densas e, normalmente, brilhantes interpretações dos atores e atrizes envolvidos.

Álbum de Família (August: Osage. County, 2013) já valeria o ingresso apenas pelo elenco. Na verdade, sou suspeita por amar muito Meryl Streep e Julia Roberts, mas além dessas duas, TODOS os outros personagens têm grandes momentos durante o filme. Como o filme é um roteiro de teatro adaptado, não saia de casa esperando um típico blockbuster hollywoodiano, pois a decepção será certa (o que vi nitidamente ao final do filme pelos comentários de algumas pessoas na sala de cinema durante os créditos finais!).

Voltando pra casa após o sumiço de seu pai, Barbara, em companhia do ex marido e da filha adolescente (gente, a pequena Miss Sunshine, Abigail Breslin cresceu e tá linda!), ela reencontra a família e daí começa toda uma discussão de mágoas passadas (toda família tem as suas, vamos combinar, né?), e ela tem que tomar as rédeas da situação, ou seja, além de lidar com os próprios problemas de seu casamento, de sua filha, sua vida é invadida por um turbilhão de problemas familiares, a maioria jogados na cara de todos por sua mãe durante um jantar familiar.

A forma como a geração de meus avós se esforçou para levar os filhos pra faculdade, se privando de tudo pela família, e como isso vem naturalmente para a minha geração, e como isso tornou a personagem principal amarga e apegada ao dinheiro, dentre muitos outros aspectos, me fez refletir bastante.

O filme é tenso, aborda temas pesados, desde suicídio, incesto, adultério, alcoolismo, drogas, pedofilia, câncer… Difícil uma família passar por tudo isso junto, mas com certeza alguém já se viu em uma situação ou outra do que se passa naquele calor abafado da região, que chega a incomodar o espectador na mesma intensidade que incomoda os personagens…

Em um momento do filme, onde a mãe Violet (Meryl) diz a filha que toda mulher fica feia com o passar dos anos, não pude deixar de perceber como Julia Roberts provou o contrário, já que, quase sem maquiagem e usando roupas sem nenhum glamour, está linda, linda, linda, uma Linda Mulher!

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Se você gosta de filmes com diálogos longos, onde se vê toda a capacidade de um ator/atriz para entrar na mente de outro ser humano, vale muito a pena! Gostei bastante!

Beijão, Lika.

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