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Resenha de filme: O Renascimento do Parto

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Enfim, um tempinho para assistir esse documentário tão falado na blogsfera materna, e que, como tudo hoje em dia, gera alguma polêmica.
Saí do filme com uma vontade enorme de ter outro parto, dessa vez normal, mas confesso minha falta coragem para parir em casa como algumas mães do filme, apesar de achar a melhor forma de receber um filho na vida (quando tudo dá certo, obviamente).

De antemão, acho cansativo querer taxar algo com o rotulo “tem que ser assim” ou “isso é bom, aquilo é péssimo”. No que tange a maternidade, sempre vou defender o direito da mãe escolher o que ela ache melhor para si e para sua cria.

Agora, para se escolher, devemos conhecer todos os lados da moeda. Eu tenho umas 30 amigas mães na minha faixa etária, e dessas, apenas umas 7 pariram naturalmente. Das que pariram cesárea, a maioria optou por este tipo de parto. Tenho convicção que a grande maioria delas foi influenciada pelos mitos criados por anos e anos em torno do parto normal (desde a dor ao risco do bebe entrar em sofrimento fetal, muitos desmistificados no filme).
Mas, conversando sobre o filme com duas amigas, elas me falaram de suas visões para escolher o tipo de parto: uma queria parir normal porque morria de medo de cirurgia, já que nunca tinha tomado um ponto sequer na vida. A outra, apesar de saber dos benefícios do parto natural, preferia a cesárea por achar tudo aquilo muito primitivo, visceral e não se sentir confortável com toda a situação. A primeira foi levada a cesárea pelo seu médico (alegando falta de dilatação), não conseguiu amamentar seu filhote, e a segunda teve seu filho por cesárea, como planejou, e o amamentou por quase 1 ano; ambas são mães exemplares. Julgar? Quem sou eu…

Quando eu fiquei grávida, minha primeira opção era o parto natural. Infelizmente, logo no primeiro trimestre, a ultra-som detectou que eu tinha placenta prévia (uma das condições que inviabiliza o parto normal), e fui informada que teria que marcar a cesárea. Fiquei chateada pelo aspecto de ser eu, ou melhor, a médica, a escolher a hora de minha filha vir ao mundo. Para minha sorte, no dia que fui pegar a guia para marcar a cirurgia (com 36 semanas e após tomar corticoide para maturar o pulmão de Malu em caso de qualquer intercorrência), nessa noite, Malu resolveu vir ao mundo e fomos correndo às 3 da madruga pro hospital. Apesar de ter tido um parto cesárea, minha filha veio para o meu peito assim que nasceu, parando de chorar assim que ouviu a minha voz e de seu pai. Poderia ser mais humanizado? Sim, poderia. Ficar deitada sozinha depois que Malu foi com Neto tomar seu primeiro banho, com os braços amarrados, cheia de medicamentos pelo corpo, meio sonada no centro cirúrgico é uma lembrança bem chata do dia do meu parto. E talvez esteja aí a minha inveja das mães que têm seus filhos naturalmente.

A forma de se pensar o nascer não vai mudar a partir dos médicos. Sou profissional de saúde e sei bem como é difícil fazer valer a pena uma profissão a partir do que nos pagam os convênios, ou mesmo o serviço publico. Mas quando a mulher tomar para si as rédeas do momento mais lindo de sua vida, a única coisa que estamos biologicamente programadas para fazer, e souber argumentar para tal, talvez tudo isso mude. E estamos falando da classe média para cima, porque, no serviço publico ninguém dá essa opção para as mães (e será que deveriam?).

Enfim, me emocionei muito com o filme, pois o nascer me emociona de qualquer forma (choro todos os episódios de Boas Vindas, no GNT), e meu conselho é: vai ser mãe, informe-se. Busque toda a informação possível sobre os dois lados de tudo, porque o momento é seu, e você deve estar serena e segura de todas as suas decisões a partir do dia em que seu filho for colocado em seus braços.
Uma boa forma de começar é assistindo a esse lindo filme.
#FicaADica
Beijão, Lika.

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