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Sobre minha condição de mulher

Dia 08 de março é o dia da mulher e meu WhatsApp está aqui pipocando de mensagens bonitas (outras nem tanto 🙁 ) parabenizando a todas nós, exaltando nossa importância e tals, e enquanto eu tomo bolo de meus pacientes, sento aqui na frente do computador para relatar para vocês o que ser mulher representa para mim.

Primeiramente, quando engravidei, queria muito ter filho menino, pois achava duas coisas sobre ser mãe de menina: primeiro que, sendo eu meio agreste, me faltaria delicadeza para todos os mimos que uma menina precisaria para ser cuidada, na minha mente estereotipada de menininha de lacinho cor de rosa; e segundo, porque o mundo para os homens é bem mais animado e os caminhos são bem mais tranquilos…

Quando minha Malu veio pra mim, comecei a repensar varias coisas, comecei a ler mais, aprendi sobre educar um filho sem fazer distinção de gênero, que não existe brinquedo nem profissão de menina ou menino e como é importante que isto esteja CLARO para os pequenos se queremos um mundo melhor pra elas.

E o que é o mundo melhor? É o mundo onde uma mãe não pense que um filho terá privilégios sobre outro por causa do sexo. Onde eu não precise me preocupar em dizer como ela deve se comportar para não ser estereotipada pelas pessoas a sua volta. Onde ela não precise se preocupar que a roupa tá muito curta, que precise ser bela, recatada e do lar, mesmo que ela não queira. Que elas possam concorrer em igualdade a um emprego, pela vaga e pelos salários dos homens.

Que elas tenham a certeza que a beleza está nos olhos de quem vê. Que elas saibam que a moça magra da revista passa fome sim, além de ter a foto toda trabalhada em computador. Que dá pra ser feliz sendo gordinha, sendo magrinha, raspando ou não as axilas e a virilha, que elas podem se apaixonar por quem elas quiserem e que estaremos ali pra apoiar as dores das suas escolhas.

Ser mulher para mim é saber que as dificuldades que passamos todos os dias, recebendo cantadas de péssimo gosto, tendo a nossa intimidade muitas vezes invadidas por chefes homens grosseiros não é uma condição que somos obrigadas a passar. São situações criadas por homens, que se perpetuam por gerações, e nós mulheres e MÃES (principalmente as mães de meninos) temos a obrigação de interromper AGORA!

Por isso, para o dia de hoje, que a palavra SORORIDADE seja entendida por aquela nossa amiga que julga a outra mulher, sem entender os seus desejos e carências; que os homens entendam o verdadeiro sentido da frase (talvez agora meio clichê) “Mexeu com uma, mexeu com todas”, e que toda mulher que se sinta oprimida encontre abrigo no coração de outra mulher.

Só isso já me faz me sentir feliz por ter colocado duas lidas mulheres nesse mundo, e tenham certeza que essas duas farão a diferença para um mundo melhor para todas as outras. Mamãe garante! 🙂

Ah! Vou dividir com vocês as mensagens mais legais e as mais abestalhadas que recebi até agora:

Amei essa!

Simone sempre soube das coisas…

Agora a bobajada:

Quanta bobagem… Ahahaha

Faz sentido, né? Ahah

Beijocas mulherada! Lika.

 

 

 

 

 

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