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Terceirizando a maternidade: Filme Diário de uma Babá

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Outro dia eu re-assisti o filme Diário de uma Babá (The Nanny Diaries, 2006), uma comédia dramática bem legal, com um elenco sensacional, que, além da trama divertida, chama para a reflexão o nível de terceirização que estamos levando nas nossas vidas no quesito criação de filhos (Assistam!).

Quando vi o filme pela primeira vez eu ainda não era mãe e nem pensava em ser tão cedo, mas revendo hoje que tenho minha Malu, e observando algumas relações mãe, filhos, babás e afins a minha volta, pude perceber que nem tudo é tão caricato quanto eu pensava ser em 2007 quando assisti da primeira vez…

No filme, a Sra. X deixa para Annie, a babá, todas as tarefas a serem realizadas com seu filho, uma vez que ela está mais preocupada com compras ou manter um casamento de aparências. O filme também transita pela relação desigual entre as famílias milionárias de NY e seus funcionários, na maioria imigrantes, mas a discussão do filme é super breve.

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Me assusta um pouco algumas situações de pais que trabalham muito, buscam ganhar mais para garantir um estilo de vida o melhor possível para seus filhos, mas não colocam na sua agenda diária de compromissos uma horinha pra passar com as crianças, ouvir o que elas fizeram, conversar, saber o que aprenderam na escola.

E nos fins de semana, quando poderiam fazer algo divertido juntos, precisam de um tempo pra si próprios, e mais uma vez os pequenos são esquecidos. Tenho uma conhecida que disse que trocava todos os mimos que ganhou na infância por mais tempo com seus pais. E eu acredito. Pois crianças precisam muito dessa troca de experiências. Lá na frente, com certeza, esse tempo fará diferença nos relacionamentos desse jovem.

Eu tenho/dependo de babá. Na atual conjuntura de trabalho que vivo, não tenho como abrir mão da minha. A minha rotina é a seguinte: tomamos café e jantamos com Malu, e durante as refeições conversamos, brincamos, damos risadas. Tento almoçar em casa com ela pelo menos 3 vezes durante a semana, e os fins de semana quase sempre são nossos. O tempo entre fim da tarde e hora de dormir é a hora que brincamos, lemos histórias, fazemos bagunça. O papel da minha babá é cuidar da alimentação, cuidados pessoais e brincar com Malu quando eu não estou em casa. E todos esses aspectos são orientados por mim e por meu marido.

Mas dividir o tempo pra tudo é muito cansativo mesmo. É muito difícil para a maioria dos meus amigos almoçar em casa com seus filhos. E isso limita ainda mais a convivência entre as famílias. Ser mãe, profissional, dona de casa (sou péssima!), esposa gata (cada dia mais difícil manter o shape, mas…), amiga, filha requer uma organização que nem sempre eu consigo. Entretanto, a partir do momento que decidi ser mãe, minha filha É a minha prioridade. Se tenho uma oportunidade de trabalho, avalio a repercussão que isso fará na vida dela. E acho que assim deveria ser pra todos, pois reclamar depois de um adolescente rebelde pode ser muito confortável pra quem cruzou os braços a infância toda da criança.
Volto a falar de babá por aqui, pois esse assunto não se esgota, né?

#MaisAmorPorFavor
Beijos, Lika.

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