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Um conto triste de Natal e como manter a magia para as crianças

Foto: Carol Bassuma

Esse post vem com uma nostalgia de um Natal que poucas crianças tiveram, e ao fim, com os mecanismos como eu tentei deixar o mínimo de minha magia para o Natal das minhas filhas.

Meus Natais até na infância sempre foram os melhores Natais do mundo. Morando em Salvador e com a família paterna toda em Pedro Leopoldo/MG, a época por si só já era de alegria, pois veria todos os meus primos que eu passava o ano inteiro sem ver, podíamos andar pelas ruas da cidade sem medo de assalto, homem do saco, cigano e as coisas que eu tinha medo na cidade grande (a rua da minha vó era toda de parentes e amigos, então uma brincadeira de polícia e ladrão podia se passar em 3 casas diferentes!).

Tínhamos uma tia que preparava autos de Natal com os primos, e passávamos a semana ensaiando a apresentação que seria encenada no dia 25, que era o Natal das crianças, onde Papai Noel aparecia distribuindo presentes para todos.

Na noite do dia 24, íamos para a casa de uma irmã da minha avó, toda a família reunida para a ceia, onde os adultos comiam e tomavam vinho e cerveja enquanto as crianças ficavam no quarto de TV assistindo os maravilhosos (eu achava!) especiais de Xuxa no Natal. Sempre ia para a casa da minha avó antes da meia noite, garantir que tinha colocado meu sapato na árvore, e ia dormir na certeza que, no dia seguinte encontraria o presente que Papai Noel teria reservado pra mim.

Nem sempre eu ganhava o que eu tinha escolhido, mas sempre era algo especial e não tenho lembrança nenhuma de trauma… Até o dia em que eu descobri a farsa… Eu tinha uns 6-7 anos.

Saí para a casa da tia-avó e meus pais disseram que iriam em seguida. Cheguei, encontrei minhas primas, e não sei o que eu resolvi buscar alguma coisa na casa da minha avó. Quando eu abri a porta, encontrei minha mãe agachada na árvore colocando todos os presentes! 🙁

Lembro da tristeza que me causou descobrir que Papai Noel era papai e mamãe, dela me contar que o presente que o Papai Noel entregava dia 25 na casa de tia Anete era um amigo secreto feito entre as mães e ele só distribuia os presentes… E lembro de minha mãe conversando comigo sobre guardar aquele segredo para não estragar a magia do Natal para as outras crianças. Snif!

Por conta disso tudo (que nostalgia escrever esse texto!), tendo manter essa magia aqui no meu AP. Papai Noel trás os presentes à meia noite do dia 24. Se estiver acordada ou se colocar câmera (sugestão de Malu pra este ano) ele não entra. Ele passa pela tela de proteção porque ele tem a magia do Natal. Teve um ano que Malu (aos 3) perguntou como ele ia descer da chaminé se nao tinha chaminé na nossa casa, e papai construiu uma lareira de papelão.

Lareira de papelão que papai fez pra Malu

E pra deixar tudo o mais real possível, não deixem os presentes na embalagem da loja (a filha de uma amiga me disse que Papai Noel comprava presentes na Ri Happy). Eu sempre coloco os presentes em embalagens neutras, afinal, nosso Papai Noel tem a fábrica mágica de brinquedos. Não precisa de Ri Happy, PB Kids, Estação Games, Zastrás, Humpty… 😉

Depois desse TEXTÃO, desejo aqui um Natal maravilhoso para todas as minhas leitoras. Que esse clima de amor e solidariedade perdure por todo 2018 de vocês. Mas um beijo especial a todos os meus tios e primos de Pedro Leopoldo/MG. Que ano que vem eu possa estar aí do lado de vocês com as minhas pequenas para Papai Noel Zé Roberto presenteá-las que nem ele fazia comigo há bem  pouquinho tempo atrás. Beijos!!!!!!

Foto: Carol Bassuma

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