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Um é pouco? Dois é Bom?

20130322-061434.jpg Sobrinhos mais lindos do mundo: Guel e Mari

No dia 11 de dezembro de 2010, quando descobri que estava grávida, tinha certeza que teria um filho só. Eu não sou filha única, na verdade, tenho um irmão 3 anos e meio mais novo, que faz aniversário HOJE (esse post é especialmente pra ele), e dois irmãos pequenos por parte de pai, e sei o quanto é bom ter alguém pra brincar, brigar, pirraçar, sorrir…
O momento que mais percebi a falta de um irmão foi quando meus pais se separaram (eu tinha uns 26 anos), e mesmo meu irmão estando longe, poder ligar pra ele, pra dividir esse dor que era só nossa, me dava um conforto muito grande. #IrmãoÉTudoDeBom
Só que nem esse sentimento me corrompeu da minha idéia fixa de ser mãe de uma filha única. O que mais me motivava nesse sentido era a dificuldade financeira que poderíamos passar com mais uma criança (e daqui a alguns anos, adolescente) dentro de casa. Achava (e acho) uma babaquice aquela história: onde come um, comem dois! #Ahã Escola, educação, roupa, sapato, lazer? #Hello? #SentaLá
Mas o que mais motiva as minhas amigas que são mães de filhos únicos nem é a parte financeira, não… O que eu percebo é que, como a gente corre tanto, trabalha tanto, acaba que o tempo pra se dedicar a uma criança fica pequeno. E ter um monte de filho pra deixar com babá realmente é pra se pensar, né?
E assim segui, na idéia fixa. Coloquei um diu Mirena, mesmo com minha gineco me perguntando se era isso mesmo que eu queria, já que iria investir caro em um anticoncepcional pra 5 anos… Dei praticamente TUDO do enxoval de Malu, de roupa a berço, certa de que nunca mais iria precisar.
Ok! Aí que você tem um filho só… Dá tudo que você considera o melhor, tanto do material, quanto do emocional. E ele vai crescendo… E mesmo com o quarto cheio de brinquedos, você percebe que o que mais alegra essa criança não é a moto elétrica, a boneca mais cara, o Ipad… O que ele quer mesmo é brincar com outras crianças. E agora, José?
Nesse turbilhão, o coração começa a amolecer… Você começa a perceber que, casais com 2 filhos têm muito menos trabalho nos lugares que você frequenta do que você e seu marido, sozinhos com sua filha única. Percebi isso nitidamente ao fazer um cruzeiro com minha pequena de 1 ano e meio. Os pais com duas crianças ficavam mais tranqüilos, porque não precisavam ficar brincando com seus filhos o tempo todo, já que eles tinham irmãozinhos. E eu e Neto tínhamos que nos revezar nas brincadeiras com Malu.
Tá certo, Lika, todo mundo precisa de irmão, ok, mas isso não vai resolver o problema de grana que você falou lá em cima, né?
Realmente… E foi aí que eu percebi que você não precisa dar todos os bens materiais que você não teve para fazer seu filho feliz. Talvez isso até faça você feliz, mas com certeza, lá na frente, ele vai perceber que nenhuma viagem pra Disney, eletrônico caríssimo, casa chiquérrima, quarto cheio de brinquedos, nada disso vai ter dado mais felicidade pra ele do que ter tido um irmão pra dividir as dores e alegrias da vida. Foi isso que eu pensei quando lembrei do meu irmão… Eu nunca fui à Disney, tive 1 única mochila da Company (quem nasceu nos anos 80 sabe o status de trocar essa mochila todo ano…), não ganhei carro quando entrei na faculdade… Mas se eu tivesse o poder de trocar tudo isso e mais um pouco pelo meu irmão, juro que seria a escolha mais fácil da minha vida!
Pelo menos, comigo foi assim… E espero que Malu possa viver essa emoção…
E vamos que vamos, que final do ano tiro esse Mirena. E seja o que Deus quiser!!!!!
Beijo irmão! Parabéns! Te amo muito!
Beijo gente! Lika.

20130322-061613.jpg Eu e meu irmão Teco

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