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Vai ganhar o que no Dia Das Crianças?

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Gente, tinha que achar um tempo em meio a minha correria de trabalho (vocês não têm noção!) para dedicar um post sobre o 12 de outubro, que celebra o Dia das Crianças, além de Nossa (querida) Senhora de Aparecida, mas é sobre o corre-corre às lojas de brinquedos e sobre a obrigação em presentear que quero falar aqui. E aqui quero fazer de novo um mea culpa que já dividi antes com quem lê o blog, e que me dói assumir porque sei que filho a gente cria é com exemplos, mas…

Bom, comprei presente pra Maria Luiza e ela vai ganhar no sábado. Na verdade, o presente está guardado há mais de um mês, porque vi uma coisa que ela queria muito e não dei (meu sábio marido me segurou). Dar presente é realmente uma delícia, e adoro ver uma coisa que me lembra alguém e comprar, quando possível, e dar sem motivo ou compromisso. Mas nessa “forçassão” de barra das datas comerciais só reforça o espírito consumista dos adultos, que o transmitem para seus filhos, sobrinhos, afilhados…

E, quando o assunto é consumismo, tenho algo a declarar: apesar de ter tido uma mãe super segura, financeiramente falando, e um pai que nunca incentivou esse meu lado (ao contrário), depois que comecei a ganhar o meu próprio dinheirinho, descobri em mim uma pessoa que, eventualmente, compra o que não precisa e acaba se entulhando de coisinhas que, não necessariamente, se fazem imprescindíveis à minha vida. E isso, com certeza, é visto por minha pequena, que já conjuga o verbo COMPRAR no imperativo, na maior tranquilidade.

Percebi esse COMPRE MAMÃE numa frequência maior esse mês, onde os canais de TV a cabo infantis investem alto na publicidade de brinquedos, deixando loucos os guris, e por tabela, nós pais, atolados no universo de opções para crianças de idades variadas. Ao mesmo tempo, tenho plena convicção e certeza que minha filha, com seus 2 aninhos, prefere a minha companhia a qualquer brinquedo TOP que passe na TV. Mas isso porque ela ainda é bem pequena, e não tem a minha presença na intensidade que ela (ou mesmo eu) gostaria. E sei disso porque as crianças não passam mais muito tempo brincando com um único brinquedo. Acho que, em meio a tantas opções, não criam um vínculo com nenhum brinquedo específico. Mas são capazes de brincar por horas com seus pais, seus irmãos, seus amigos, mesmo que seja com uma caixa de sucatas.

O brincar tem sido esquecido. Não pude deixar de notar o exagero a que chegamos quando, numa campanha realizada no meu trabalho para arrecadar brinquedos novos para crianças de um projeto (não participei da campanha por já estar envolvida em outro projeto, mas pude ver o conteúdo dos pedidos), na faixa de seus 5-11 anos onde cada uma escreveria uma cartinha com o que gostaria de ganhar no dia das crianças, o item mais pedido por elas era (pasmem) um tablet. Ainda não sei quem ensina aos pequenos que eles “precisam” de um tablet, pode ser a mídia, pode ser que sejam os próprios pais (mea culpa de novo), mas existe realmente uma supervalorização do que se tem, quando deveríamos valorizar mais a brincadeira, o convívio, o outro.

Não quero dizer com isso que não devemos dar presentes aos nossos filhos. Na verdade, estou puxando a minha própria orelha com esse texto, dizendo para mim mesma que, apesar de achar linda aquela boneca no mercado, pouca diferença ela fará na vida de minha filha. E que, comprar um monte de cosméticos, maquiagens, roupas, sapatos, mostra para minha filha que aquilo é bacana, que é correto, que é necessário… Tipo quando eu falei que meus pais dificilmente me davam coisas de grife quando eu era adolescente e queria desfilar com a mochila e tênis da moda, mas eles também não andavam por aí de grifes… Tipo: o exemplo vinha de casa. Não posso querer que minha filha não seja consumista, se estou dando um exemplo de consumismo.

Isso é um exercício diário. Cada pessoa se alegra em se dar alguma coisa: eu curto maquiagens, meu marido curte eletrônicos. Maria Luiza há de curtir alguma coisa, mas precisa aprender o valor de cada coisa. E treinar o desapego. E nesse ponto, ela até tem exemplo, pois me desapego fácil do que não me tem mais utilidade (contraditório, né?). Apesar de estar na fase do É MEU, desde bem pequena tento incentivar que devemos doar o que não usamos mais. Ela ainda não entende, mas acho uma oportunidade excelente para os maiorezinhos, já que estamos numa fase em que poucos ganham tanto, dividir o pouco de excesso com os muitos que não ganham nada. Campanhas por aí não faltam nessa época, nós aderimos à do Pinguinho de Tinta e, apesar de, como falei anteriormente, Malu ganhar presente no dia das crianças, tenho certeza que, se ela tivesse maturidade para entender a alegria de compartilhar, iria curtir ainda mais essa data.

Enfim, um dia da criança maravilhoso para todos nós, e que tenhamos tempo e disposição para voltar a ser criança e entrar na brincadeira com nossos baixinhos. Volto ainda essa semana com dicas para o sabadão da criançada!

Beijos, Lika.

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