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Violência entre crianças

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Recentemente, tivemos aqui em Salvador um episódio divulgado nas redes sociais, inclusive na mídia local, onde uma garotinha de 6 anos teria sido agredida por coleguinhas de sala, de forma bastante violenta, porque se recusou a dar um beijo na boca dos meninos, o que levou o grupo a bater na menininha, inclusive a ameaçando se contasse o fato aos professores. Sem entrar no mérito de se foi verdade ou não, onde quero realmente crer que tenha sido tudo um grande mal entendido, primeiro por tratar-se de crianças tão jovens, e depois por ser dentro de uma escola (das mais tradicionais escolas particulares de Salvador), mas fato é que, não podemos deixar de perceber que estamos tendo crianças cada vez mais precoces, com preocupações e desejos cada vez menos condizentes com a pouca idade…

Essa minha preocupação me deixa assombrada tanto quando percebo crianças que convivo, em rodas de amigos e família, desejando coisas de marcas, grifes, eletrônicos caríssimos, viagens que só fui saber da existência quando maior… O acesso rápido a informações e também a produtos, deixa pais e filhos cada vez mais consumistas! E aqui faço um mea culpa…

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Preocupo-me mais ainda ao perceber que crianças em condições de abandono tornam-se a cada dia mais cruéis, fazendo adultos como eu sentir medo quando passamos por alguns deles na rua. Um misto de medo e compaixão que me deixa meio sem esperança de ver mudanças nesse país. O pivete de antigamente, que era malandro, traquina, ganhou traços de crueldade junto com o acesso ao craque, que considero o grande destruidor da nossa sociedade brasileira atual.

O episódio que aconteceu na escola em Salvador é um reflexo do baixo nível de atenção e educação que as crianças (e estas do caso são em sua maioria bem nascidas) têm tido de pais e escola. Criança sempre foi cruel, sempre fez bulling (eu mesma recordo dos que fiz e vivi), mas o papel da escola era mostrar o erro e dos pais inserir o caráter. Minha filha é bem pequena, e ainda não a vi discriminar coleguinhas por ser baixa, gorda, feia, dentuça, ou qualquer outra situação. Mas o que pretendo passar pra ela é que a escola é um ambiente onde todos devem conviver juntos, brincar juntos, evitar as panelinhas, que fatalmente irão surgir na adolescência… Mas acho que é bem pequeninos que temos que fazer eles se colocarem no lugar do outro. Pensar como deve ser ruim você querer brincar com um grupo, e este não te aceitar porque você não tem o cabelo preto, por exemplo?

Já percebi em conversas com amigas e outras mães que, muitas vezes, nós não percebemos o bulling que nosso filho está fazendo, o valor equivocado que ele está dando para as coisas materiais… Criança cresce com exemplos. Aprendi isso com minha filha: viciada que sou em ficar em celular/tablet, tive que diminuir minhas acessadas em casa, para que Malu pudesse se ligar também em outras coisas… Sem estabelecer horários (pelo menos por enquanto), mas focando a atenção para outras atividades.

Se seu filho vê você reagir com violência ao trânsito (outro mea culpa), ao estresse, às frustrações que a vida fatalmente vai lhe impor, você, é o exemplo dele, e é assim que ele vai lidar também com as próprias frustrações. Cada dia me convenço mais que o caminho de educar torna-se cada vez mais difícil… Estamos nos aproximando dos 3 anos e outros desafios virão…

Beijocas a todos, Lika.

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