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Carinha de 25, corpinho de 35

Recentemente tenho recebido vários elogios sobre como emagreci. Realmente, a contar pelas festas de fim de ano quando, não sei vocês, mas comi como se não houvesse amanhã, o meu físico não mudou, e como engrenei legal nas aulas de Fitdance e funcional,  ouso dizer que até perdi realmente 2kg.

Mas o propósito desse post não é incentivar ninguém a nada, até porque não me acho exemplo de zorra nenhuma, meu objetivo como “Blogueira” ou “influencer” é sempre promover a reflexão e não querer fazer com que ninguém pense igual a mim.

Enfim, comecei 2019 gostando mais de mim do que em 2018. Não porque eu esteja linda, musa fitness ou voltando a vestir o tão almejado das garotas descoladas 36 (mentira! Queria mesmo!). Estou feliz por ter consciência que o meu corpo após 35 anos (entendam como quiserem) não terá a almejada barriga negativa das capas de revista, a menos que eu caia na mão de algum amigo médico e ele abra o meu abdômen de uma coxa a outra para puxar a pele que duas gravidezes e muitos doces e cervejas me trouxe ao longo dos anos.

Aliás, porque decidimos eliminar a barriguinha de nossas vidas?

Queria dar um parêntese sobre a barriga negativa: uma vez que eu vi a Carolina Dickmann falando sobre a parte do corpo dela mais querida ser a barriga, pois mesmo depois de engordar muito com a gravidez, a barriga dela foi legal e voltou à forma rapidinho. E, realmente, a barriga dela é linda, ela é uma artista, vive da própria imagem e precisa estar linda na TV (que engorda as pessoas).

Mas nem todo mundo tem (ou precisa ter) aquela barriga. Na verdade, a maioria esmagadora das mulheres tem gordurinha na barriga. Pega uma foto da Vera Fischer ganhando o concurso de miss,

29.06.1969 – Sebastião Marinho – Concurso Miss Brasil 1969 Candidata Vera Fischer de Santa Catarina

ou mesmo da Marilyn no catálogo da Playboy e você vai ver que o corpo natural dessas mulheres era lindo, com curvas, mas sem barriga negativa.

Marylin Monroe bellissima

Eu queria saber onde foi que começamos achar que esse padrão de beleza intangível para a maioria das mulheres que trabalham 8h por dia e querem mais da vida do que treinar, ou não tem recursos financeiros para procedimentos estéticos, começou a ser o padrão de beleza feminino.

Eu me lembro que na época da faculdade, eu era magra, treinava natação todos os dias às 5h da manhã, mas me achava gordinha, pois sempre tive os pneuzinho os na cintura, herança genética de minha mamis, que pra compensar, me deu uma pele lisinha e sem espinhas na adolescência. Ainda assim, nunca me senti à vontade para “teste do biquíni“ pois, na minha cabeça a barriga chapada era o ideal que todo mundo acharia bonito.

Quando a gente é jovem, a gente quer agradar à plateia. Começo a questionar o título desse texto, pois a cabeça de 25 anos é fresca para muitas coisas, mas se preocupa muito com o que o outro vai pensar. Então, talvez, o barato mesmo da vida seja a gente evoluir mesmo. No corpo e na alma. Pois, com 25 anos, eu não sabia metade das coisas que eu sei hoje. Com 25 anos eu não seria uma mãe com a mesma consciência que eu sou hoje. Com 25 anos eu não pensaria duas vezes em gastar dinheiro com a barriga chapada em vez de juntar para fazer “aquela” viagem em família.

Então, esse post é para celebrar um 2019 com você, que quer seguir comigo nessa maternidade real e falível, nessa vida de mulher contraditória (que amanhã pode estar caindo na faca por uma Lipo, né? Vai que eu ganho na megasena), que preza, acima de qualquer coisa, a felicidade. Mãe feliz cria filhos felizes. Porque pode ser frase clichê de mensagem de WhatsApp, mas fato é que: gente feliz não enche o saco. Beijos a todas e feliz 2019 (atrasado).

Lika

 

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