Logo Blog Mamãe Vai Fazer

O que ainda me emociona como mãe: a primeira redação

Não queria que esse texto parecesse mais “coruja” do que ele efetivamente será…

Mas me dei conta que, muito em breve, minha Malu estará lendo os textos que escrevi sobre ela e Belinha, e aproveito então a deixa para que ela saiba o quanto eu sinto orgulho por cada avanço que elas fazem como pessoa, quer em suas habilidades pessoais, quer na sua forma leve de encarar a vida.

Definitivamente os filhos são a nossa versão melhorada.

Quando eu estava grávida de Bela, escrevi um texto onde eu elencava os meus maiores desejos para aquele serzinho dentro de mim… E no dia de hoje eu percebo que Deus me deu muito mais do que eu poderia sonhar…

Malu me apresentou duas coisas belíssimas que me fizeram derreter o coração, externado em lágrimas de canto de olho. Primeiro, me deu esse desenho (foram muitos, mas esse particularmente me fez ver que, conforme pedi ao Papai do Céu, o dom artístico do pai veio pra ela), e vendo cada detalhe, percebi como ela traduz toda a sua sensibilidade nos seus traços infantis…

Pode parecer piegas se apaixonar por um desenho de um filho, (#quemnunca) mas pra mim, que chorava nas aulas de patologia ao ter que desenhar as lâminas vistas no microscópio, ter uma filha que consegue traduzir o que vê com desenhos é motivo de muita realização. Obrigada aos gens do papai nesse quesito!

Mas como a alegria de se enxergar nos filhos aquece nossos corações, não pude deixar de chorar ao ler a primeira redação de minha primogênita, e perceber nela, mesmo que de início, uma certa alegria com as letras. Nessas poucas palavrinhas, muitas escritas de forma errada (ela ainda está no meio do seu processo de alfabetização construtivista), confesso que caiu um cisco no meu olho (leiam mãe que chora à toa).

“O Unicórnio Perdido. Era uma vez um unicórnio mágico. Vivia no mundo dos doces. Ele se perdeu da sua mamãe. Ele não sabia quem era a sua mamãe. Então começou a voar. Voou. Voou. Voou tanto que cansou. Mas ouviu um barulho. Era a mamãe.”

 

 

As lágrimas não vieram só pelo que estava escrito, mas sim em visualizar uma redaçãozinha toda escrita por ela, e vislumbrar os possíveis caminhos que ela poderá trilhar de agora em diante. Saber que ela está atravessando uma das barreiras mais incríveis para a comunicação, que é a nossa capacidade de ler, e melhor ainda, de nos expressarmos pela palavra escrita.

Então, pra você que leu essa mãe boba até agora, te peço licença para deixar aqui um recado para minha Malu (ou mesmo Bela) quando ela já estiver uma ratinha da internet e lendo as minhas vivências como mãe nesse blog (afinal, é esse registro que me alegra, e se ele servir para inspirar alguém, melhor ainda!):

Filha, não foram poucos os momentos em que me orgulhei de você, mas saiba que vivenciar a sua evolução de bebê a criança, de criança pequena a uma menina tão sabida, é a maior alegria da minha vida! Que você siga nesse mundo das letras, lendo sempre e mais, e se você realmente gostar, escrevendo as aventuras de sua cabecinha. Ainda que não vire livro, terá sempre pelo menos 3 fãs: eu, papai e Belinha.

Beijos a todos, Lika.

Nuvém de Tags
alegria amamentação Amizade amor avião babá Beleza birra blog Brasil brincadeiras Cabelo campanha cesárea chupeta cinema criança culpa cultura dica dicas emoção escola Família farra Filhos Filme fim de semana gravidez infância Irmãos Lazer Libido livros maquiagem música parto passeio pele programação saudade saúde solidariedade Sono teatro