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Vou te contar como foi pra Nardele

Preciso te indicar um livro. Se você é mãe, ou se é uma boa filha, ou se quer saber um pouco mais sobre esse universo, vou te contar como foi ler esse livro.

Há uma semana eu terminei o livro de  minha querida amiga Nardele. Recebi, conforme prometido, pelo correio (não pude ir ao lançamento 🙁  ) e li todinho em dois turnos sem trabalho.

Eu já sabia que me  identificaria com muita coisa. Pelas poucas vezes que conversamos (infelizmente, pois teria mil e um motivos para estreitarmos amizade, mas a correria de cada uma e caminhos distintos impossibilita), pude perceber que temos uma forma bem parecida de encarar a maternidade.

Ela vai falar para você sobre o romantismo mentiroso que ronda o puerpério. Sobre o amor instantâneo que sentimos (ou não?) pelos filhos, sobre a rotina de cada família com o sono, com comida, trabalho.

Ela vai te contar o que deu certo pra ela, e que isso, não necessariamente, dará certo para você.

Entre todas as experiências que ela relata lindamente (a bicha sabe escrever, viu?!), teve uma parte em que me senti exatamente igual: a parte onde ela relata a volta ao trabalho.

Muitas mães relatam isso como traumático, para as crianças e (creio que em maior grau) para elas.

Eu confesso que senti, como Nardele, uma oportunidade de sair da rotina de fraldas, peito e choros. Reencontrar os colegas (ainda que com todas as responsabilidades do trabalho) e ter outros assuntos além do universo materno me pareceu agradável e oportuno. Diferente de Nardele, tirar o leite materno no trabalho me deixava estressada, o que fez com que, no primeiro plantão em que esqueci a bomba, me estressei e pedi um comprimido pra secar o leite a minha médica, deixando Belinha, aos 10 meses, só com leite de fórmula mesmo. Sem culpa, pois pra mim cumpri a missão dos seis meses exclusivo de peito e o resto agora era lucro.

O que Nardele escreve é um afago para cada uma de nós, mães. Com nossas expectativas, nossas culpas (palavra que permeia todos os Blogs maternos por quais já passei), nossas dúvidas e dores, mas, principalmente, o amor que a gente sente por essas pessoinhas, que entram em nossas vidas (às vezes sem querer, às vezes pela barriga de outra), mas que sempre transformam nossa rotina e, principalmente, a nossa forma de enxergar o mundo e o outro.

Obrigada Nardele por colocar no papel experiências e sentimentos tão sinceros e agradáveis de ler.

Ansiosa pelo próximo.

Beijos, Lika.

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